/* */

NEGOCIAÇÃO DO ACT NA SANEPAR ACENDE ALERTA SOBRE RETROCESSOS


O SAEMAC denuncia  e expressa sua profunda preocupação com a forma como vêm sendo conduzidas as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho deste ano pela diretoria da Sanepar. 

O que deveria ser um processo transparente, participativo e respeitoso com a representação dos empregados tem se transformado em um cenário de atropelos, decisões unilaterais e ausência de diálogo efetivo, o que significa um retrocesso e evidencia lamentavelmente o pensamento da diretoria da companhia em relação aos trabalhadores. 

Desde a mudança na diretoria administrativa, havia o compromisso público da presidência da empresa de que as relações sindicais não seriam prejudicadas e que o tratamento institucional com as entidades seria preservado. No entanto, na prática, o que se observa é o oposto: negociações conduzidas sem a presença direta da diretoria responsável, propostas encaminhadas de qualquer jeito por e-mail e ausência de espaços reais de debate sobre temas fundamentais para a categoria.

PROPOSTA ENXUTA E SEM EXPLICAÇÕES
Além do método adotado, o conteúdo apresentado também gera indignação. A proposta colocada pela empresa é considerada extremamente limitada, sem avanços concretos e com pontos que podem representar prejuízos aos trabalhadores. Entre as preocupações levantadas pelas entidades estão:

A falta de um índice de reajuste decente que traga efetivamente aumento real 

Tentativas de implementação de escalas ainda não devidamente regulamentadas 

Falta de garantias claras em relação à data-base;

Ausência de justificativas transparentes para uma proposta considerada aquém das expectativas da categoria.

Para o SAEMAC, a negociação coletiva não pode ser tratada como mera formalidade burocrática. Afinal é nesse espaço que se constroem direitos, se preservam conquistas históricas e se estabelece um ambiente de respeito entre empresa e trabalhadores.

COMPROMISSOS PRECISAM SER CUMPRIDOS
As entidades lembram que houve compromisso assumido pela presidência da Sanepar de que as tratativas sindicais seriam conduzidas com diálogo direto e participação efetiva da diretoria responsável. Até o momento, porém, esse compromisso não vem sendo plenamente observado.

Ou seja, o atual cenário remete a períodos anteriores marcados por conflitos desnecessários e falta de avanço nas negociações. 

NEGOCIAÇÃO SE FAZ COM DIÁLOGO, NÃO COM IMPOSIÇÃO
Mesmo assim, o SAEMAC segue aberto ao diálogo e defende a construção de um acordo coletivo que valorize quem realmente constrói a Sanepar no dia a dia: seus trabalhadores e trabalhadoras. 

“Para que isso seja possível, é fundamental que a diretoria reorganize sua rota e retome uma postura institucional coerente com o que foi acordado anteriormente, garantindo transparência, respeito e participação efetiva das entidades sindicais. Precisamos de seriedade e de gente que honre o que diz. A nossa reação vai depender da ação da diretoria. O retorno a uma lógica de atrito permanente não nos interessa, mas também não aceitaremos retrocessos ou desrespeito ao processo coletivo e aos trabalhadores. Fica o recado’, alerta o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin. 


SANEPAR MARCA REUNIÃO PARA ESCLARECER PROPOSTA DO ACT PARA O SAEMAC

Entidades Sindicais se reuniram para analisar proposta da empresa e traçar os rumos da negociação

Após a repercussão negativa e questionamento das entidades sindicais entre os trabalhadores sobre a proposta apresentada para o ACT 2026, a diretoria da Sanepar convocou o SAEMAC para uma reunião para esclarecimento da proposta. O encontro  está marcado para acontecer no próximo dia 25 de fevereiro (quarta-feira), pela manhã. 

REUNIÃO DAS ENTIDADES SINDICAIS
|Logo após, o recebimento da proposta da Sanepar na quarta-feira (18/02), os Sindicatos que representam os trabalhadores da companhia se reuniram, de forma virtual, para analisar o documento e definir os rumos das negociações.  

‘As entidades sindicais fecharam questão de que irão trabalhar pela melhoria da proposta. A luta é para retirar os pontos negativos e avançar nos demais itens, principalmente, os financeiros. Percebendo a insatisfação dos trabalhadores,  a Sanepar tratou de marcar esta reunião para explicar a proposta. Estamos abertos para negociação e acreditamos e esperamos que a diretoria possa ter bom senso diante dos nossos questionamentos para fecharmos um acordo que atenda os anseios dos saneparianos”, afirma o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.


ACT 2026: DIRETORIA DA SANEPAR CONTINUA COM A POLÍTICA DE PRECARIZAÇÃO DOS TRABALHADORES

Além de apresentar um reajuste pífio, diretoria da empresa ainda quer mudar forma de negociação

É isso mesmo, sanepariano e sanepariana. R$ 10: Isso é o que você vale para a diretoria da Sanepar. A proposta de reajuste salarial apresentada nesta quarta-feira de Cinzas (18/02) pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026 não traz avanço nenhum para o trabalhador  e escancara a preocupação da diretoria diante do sanepariano. Ou seja, nenhuma. 

O reajuste salarial proposto segue apenas a reposição pelo INPC, com piso mínimo de R$ 160,00 - valor que, na prática, representa ganho real extremamente limitado para grande parte da categoria. Para quem ingressa com salário inicial mais baixo, o aumento real fica próximo de apenas R$ 50,00, o que demonstra um reconhecimento insuficiente diante das responsabilidades e da dedicação diária dos trabalhadores. 

É importante lembrar que, no ano passado, a empresa já havia adotado a mesma lógica, com piso de R$ 150,00. Agora, o acréscimo foi de apenas R$ 10,00. A pergunta que fica é: esse é o reconhecimento da diretoria para quem mantém a empresa funcionando todos os dias?

FALTA DE RESPEITO COM AS ENTIDADES SINDICAIS
Outro ponto grave foi a mudança drástica na forma de negociação. Diferentemente de anos anteriores, a empresa separou as entidades sindicais e limitou-se a enviar a minuta por e-mail, sem participação direta de diretores nas discussões do ACT.

A condução do processo demonstra desrespeito com os trabalhadores e com o papel legítimo dos Sindicatos na construção coletiva dos acordos. Negociação coletiva exige diálogo direto, transparência e responsabilidade política algo que ficou ausente nesta proposta.

ESCALAS DE TRABALHO: TENTATIVA DE LEGITIMAR RETROCESSOS
A proposta também menciona explicitamente escalas como 5x1 e 4x2, associando-as ao adicional de escala de 5%. Embora apresentada como avanço, a redação representa um grave retrocesso ao tentar  legitimar modelos de jornada prejudiciais à qualidade de vida da categoria.

Enquanto o debate nacional avança para superar jornadas exaustivas, a diretoria da Sanepar prefere andar na contramão da história com a  intenção de validar práticas que aprofundam a precarização. A escala 5x1, tão criticada quanto a 6x1, não pode ser naturalizada dentro do acordo coletivo sob o pretexto de benefício financeiro.

Nossa luta sempre foi por melhores condições de trabalho e por jornadas mais humanas  não pela institucionalização de regimes que aumentam o desgaste físico e mental dos trabalhadores.

PRORROGAÇÃO DA HORA NOTURNA: SANEPAR QUER REGULAMENTAR PREJUÍZO PARA OS TRABALHADORES
Outro ponto que merece atenção é a proposta sobre a prorrogação da hora noturna. A diretoria quer regulamentar o pagamento da jornada apenas para os trabalhadores que iniciam a jornada antes da 1h da manhã. Acontece que a maioria dos trabalhadores são acionados para trabalhar depois desse horário até as 8h da manhã com a empresa atualmente não efetuando pagamento dessa jornada, o que é contra a lei e tem sido uma das brigas que o SAEMAC mantêm a anos para ser regularizada. 

Com a proposta de inserir no acordo coletivo uma regra que condiciona o pagamento da prorrogação da hora noturna apenas aos trabalhadores que iniciem a jornada até 1h da manhã, a empresa  tenta se livrar da obrigatoriedade de pagar adicional aos trabalhadores que iniciem a jornada após esse horário.

Na prática, isso representa um retrocesso, pois cria-se um critério que, embora apresentado como regulamentação, funciona como um obstáculo para restringir o alcance do benefício.

CARTAS NA MESA: OU O TRABALHADOR SE UNE OU VAI CONTINUAR CONTANDO MOEDA NO FINAL DO MÊS
“Infelizmente, fica claro como a diretoria da Sanepar quer continuar com a política de precarização, símbolo do governo Ratinho Junior.  O que está posto é que ou o trabalhador se une com Sindicato para lutar por um reajuste decente e poder dar uma condição digna para sua família ou vai continuar tendo que contar moeda no final do mês. É simplesmente isso. De nossa parte, seguiremos firmes na defesa de um ACT que represente avanços concretos e reconheça o esforço dos trabalhadores’, diz o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.

CONFIRA A PROPOSTA DA SANEPAR NA ÍNTEGRA: 






SAEMAC COBRA SANEPAR SOBRE ILEGALIDADE DE EXIGIR CID NOS ATESTADOS MÉDICOS

O SAEMAC protocolou ofício junto à Sanepar exigindo o fim da prática ilegal de exigir a inclusão de CID (Classificação Internacional de Doenças) para validação dos atestados médicos. 

Trabalhadores denunciam que, de  forma ilegal, a diretoria da Companhia tem exigido a inclusão do CID para validar os atestados e, pior, tem indeferido atestados sem CID punindo os trabalhadores com faltas injustificadas e desconto salarial . 

O Sindicato  é enfático ao demonstrar que essa é uma prática ilegal porque viola o direito constitucional à privacidade e intimidade do trabalhador, determinado pelo  artigo V, da Constituição Federal que garante a inviolabilidade da intimidade e da vida privada. 

“Atestados sem CID são expressamente válidos, sendo o diagnóstico protegido por sigilo médico, salvo se o paciente autorizar a inclusão, o que é uma opção privada e particular não podendo ser determinada por pressão externa”, esclarece o assessor jurídico do SAEMAC, Dr. Maykon Jorge. 

Dessa forma, o Sindicato exige o fim da prática ilegal, inclusive, deixando claro que vai procurar meios judiciais para garantir o direito à privacidade do trabalhador, se for preciso. 

“Nossa expectativa é que a diretoria da Sanepar reconheça que essa prática é ilegal, pois invade e transgride a privacidade do trabalhador e, dessa forma, extinga  a medida, sem a necessidade de que o Sindicato tenha que acionar a Justiça para fazer valer o direito do trabalhador. É uma questão que se resolve tendo bom senso apenas”, enfatiza o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin. 

CONFIRA O OFÍCIO DO SINDICATO: