Entre os 22 parlamentares que votaram contra a proposta (o número não deixa de ser uma ironia do destino pelo que representa) estava a deputada federal Rosangela Moro (PL/SP). O voto contra os trabalhadores é bem revelador. Afinal, ela é esposa de Sérgio Moro, que quer ser candidato ao governo do Paraná nas eleições deste ano.
É impossível ignorar o significado político dessa situação. Afinal, projetos políticos não se constroem isoladamente. Eles refletem visões de mundo, prioridades e interesses. É o que diz o ditado popular: Diz-me com quem andas, que te direi quem és.
É fato que o casal Moro defende ideias que vão totalmente contra os trabalhadores. Não é novidade que defendem uma turma que são a favor de privatização, diminuição de direitos, prevalência do sistema financeiro e toda a ladainha de mais mercado, menos povo propagado por essa gente.
O posicionamento de Rosangela é um alerta para o trabalhador do Paraná que corre o risco de ter Sergio Moro como governador. Afinal, quem se opõe a uma medida que garante mais tempo para a família, para o descanso, para o estudo e para a qualidade de vida já mostra o que pensa. Cabe agora ao povo paranaense definir se quer essa postura no Paraná ou não. Olho aberto, trabalhador.




