EXAME TOXICOLÓGICO PARA MOTORISTAS: SANEPAR RESPONDE OFÍCIO DO SINDICATO


A Sanepar respondeu hoje o ofício do SAEMAC que solicitava que a empresa bancasse o exame toxicológico para os trabalhadores motoristas com carteiras C, D e E. A comissão negocial da companhia informou que os trabalhadores que se encontram com o prazo de validade do exame vencido que procurem suas gerencias ou diretamente a GGPS para  regularização por parte da Sanepar. Dessa forma, solicitamos que todos os trabalhadores que estão nessa condição que não percam tempo e já procurem a empresa para garantir a  regularização dos seus exames e, dessa forma, poder desempenhar sua função de forma segura. 


NOTA DE PESAR: MARCOS SÉRGIO DUARTE (MARQUITO), 2º SECRETÁRIO-GERAL DA FENATEMA


É com pesar que o  SAEMAC lamenta a morte por Covid-19, neste final de semana, do líder sindical Marcos Sérgio Duarte, o Marquito, 2º secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente (FENATEMA). Com mais de 30 anos de movimento sindical, Marquito iniciou sua militância na categoria dos urbanitários de Santos (SP)  e região. Logo se destacou pela luta em favor dos trabalhadores e se tornou presidente do Sindicato em 2001 permanecendo no cargo, através de eleições sindicais, por três mandatos. Devido a sua liderança, passou a fazer parte também da diretoria da FENATEMA.  Com 65 anos de vida, deixa esposa, filhos e netos. A diretoria do SAEMAC expressa seus mais  profundos sentimentos à família e aos companheiros urbanitários de Santos e da FENATEMA. 

Vai em paz, Marquito. 


SAEMAC ENTRA COM AÇÃO COLETIVA PARA EXIGIR QUE SANEPAR INDENIZE E CONCEDA AJUDA DE CUSTO AOS TRABALHADORES EM HOME OFFICE

Balancetes mostram como empresa economizou  com água, luz, telefone, internet e demais custos enquanto trabalhador teve que arcar com aumento dessas  despesas  para poder trabalhar


O SAEMAC entrou, no último dia 13 de abril, com uma ação coletiva na 12ª Vara do Trabalho de Curitiba para exigir que a Sanepar indenize e passe a conceder ajuda de custo aos trabalhadores associados em home office. Na ação, o Sindicato mostrou, usando os próprios balancetes disponíveis no site da companhia,  como a Sanepar economizou  em custos como água, luz, internet, material de escritório e limpeza, uniformes e demais custos administrativos  sobrando para o trabalhador ter que arcar com o aumento dessas despesas em sua casa para poder desempenhar sua função. 

“Os balancetes da  Sanepar mostram como ela teve uma grande economia nesse período de home office. Em compensação, restou ao trabalhador todo o custo de internet, luz, água, computador e material administrativo. Ou seja, enquanto a empresa manteve sua lucratividade, o trabalhador  teve que pagar para trabalhar. Nada mais justo  então que ele seja indenizado  desses gastos e passe a receber uma ajuda de custo da empresa enquanto tiver que se manter em teletrabalho.  É uma questão de bom senso”, diz o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin. 

EMPRESA TEVE SUBSTANCIAL ECONOMIA
Os demonstrativos financeiros disponibilizados pela própria empresa em seu site mostram que em fevereiro de 2021 houve redução de 46% nos gastos com material de escritório, o consumo de energia caiu 14%, o custo com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), também caíram, assim como gastos com uniformes. 

“A Sanepar economizou de forma gigantesca com a instituição do teletrabalho,  porém não repassou nenhuma ajuda para o trabalhador. Todo o risco e custos da atividades ficaram por conta dos trabalhadores, o que contraria o Artigo 2 da CLT, que determina que o empregador tem a obrigação de custear as despesas do seu negócio”, diz doutora Karina Pimenta Jorge, do Escritório de advocacia Pimenta e Jorge, jurídico do SAEMAC.

RISCO À SAÚDE DO TRABALHADOR TAMBÉM É QUESTIONADO
Outro ônus que pesou sobre o trabalhador em home office deve-se aos fatores ergonômicos. Além de ter que custear o próprio trabalho,  o sanepariano teve que se virar para improvisar um ambiente de trabalho em sua casa sem,  ao menos, qualquer apoio da  empresa em relação a  equipamento ou infraestrutura adequada para manter a saúde ergonômica. A ação coletiva do SAEMAC também exige que a empresa auxilie o trabalhador nessa questão. 

“Sabemos que a pandemia pegou todo mundo de surpresa e todos tivemos que nos adaptar à esse modo de trabalho que é o home office  e que impôs novos desafios na luta para manter os direitos do trabalhador. São muitas as discussões e debates que estão surgindo nesse sentido em relação a questões como  os custos das atividades deixados por conta do trabalhador; da falta de um ambiente de trabalho  adequado;  se a  jornada de trabalho está sendo respeitada pelo empregador; sobre a questão da própria saúde mental do trabalhador já que o trabalho invade o espaço doméstico e, em alguns casos, interfere na rotina familiar e vice-versa... enfim, as empresas não podem somente jogar a situação no colo do trabalhador e lavar as mãos.  Ela tem que se responsabilizar junto como determina a Lei. Nosso papel como Sindicato é ficar vigilante sobre tudo isso e exigir o respeito máximo visando proteger a integridade do trabalhador”, diz o presidente do Sindicato, Rodrigo Picinin. 


SAEMAC EXIGE QUE SANEPAR RESPEITE DETERMINAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA O COVID-19

O Sindicato protocolou novo ofício na Sanepar, hoje (16), pela manhã, exigindo que a empresa reforce a orientação a seus gerentes, coordenadores e gestores quanto as regras de segurança e prevenção contra o Covid-19 determinadas tanto pelo governo estadual e pelas prefeituras, como pela própria empresa. Por exemplo, trabalhadores denunciaram ao Sindicato que não estão sendo respeitados regras   como a que determina que os deslocamentos sejam feitos com 50% da capacidade dos veículos apenas. 

Dessa forma, o SAEMAC exige que a empresa reveja e regularize a situação, sob pena de ter que responder criminalmente por colocar a em risco a saúde do trabalhador. Estamos de olho. 

Confira o ofício do Sindicato: 


SINDICATO SOLICITA QUE SANEPAR CUSTEIE EXAME TOXICOLÓGICO PARA TRABALHADORES MOTORISTAS


O SAEMAC protocolou ofício hoje (16), pela manhã, solicitando que a Sanepar custeie a realização dos novos exames toxicológicos dos  trabalhadores  com as carteiras C, D e E. Pedimos sensibilidade da companhia  em relação ao assunto pois muitos trabalhadores não dispõem do recurso para a realização do exame. Como é a empresa que precisa que o trabalhador tenha essa qualificação para o desempenho da função, nada mais justo  que ela custeie então o exame, como já fez anteriormente.   Nossa orientação aos trabalhadores motoristas que estão com esse requisito básico para a condução dos caminhões  vencido é a de que não dirijam, pois correm o risco de serem multados pelas autoridades de trânsito, e que esperem o retorno da empresa em relação ao ofício do Sindicato. 

Confira o ofício protocolado hoje: