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SAEMAC É DESTAQUE NO 14º ENCONTRO NACIONAL DOS URBANITÁRIOS E REFORÇA LUTA EM DEFESA DO SANEAMENTO PÚBLICO E DA CATEGORIA

 Encontro reafirma o compromisso das entidades sindicais com a democracia, os serviços públicos e a construção de um país mais justo, soberano e com valorização da classe trabalhadora



O 14º Encontro Nacional dos Urbanitários (ENU), realizado em Natal (RN), nos últimos dias 7 e 8 de maio, reuniu mais de cem dirigentes sindicais de 17 estados e representantes de 34 entidades de todo o país em um amplo debate sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores urbanitários na luta em defesa dos serviços públicos essenciais no Brasil.

Durante dois dias de atividades, o encontro debateu temas estratégicos como os impactos das privatizações nos setores de saneamento e energia elétrica, transição energética, integração energética na América do Sul, mudanças climáticas, tarifa social, valorização profissional, democracia e soberania nacional. O evento reforçou a necessidade de construção coletiva de estratégias para defender os serviços públicos e os direitos da classe trabalhadora diante do avanço da precarização e da privatização.

A FENATEMA participou ativamente da programação com dirigentes de vários estados, reafirmando o compromisso da entidade com a defesa dos serviços públicos, da soberania nacional e dos direitos da classe trabalhadora. O presidente da FENATEMA, Eduardo Annunciato, o Chicão, destacou a importância do encontro em um momento de grandes desafios para os trabalhadores.

“O ENU é um espaço fundamental de unidade e organização dos urbanitários. Precisamos fortalecer a mobilização para defender os serviços públicos, combater as privatizações e garantir dignidade para os trabalhadores e para a população”, afirmou Chicão.

A mesa de abertura contou com importantes lideranças do movimento sindical e político nacional, entre elas Pedro Damásio (FNU), Rodrigo Picinin (FENATEMA/SAEMAC), Ariovaldo Camargo (CUT Nacional), além do próprio Chicão, representando a CNTI.

LUTA NO PARANÁ É DESTAQUE
O SAEMAC marcou presença no encontro levando para o debate nacional a realidade enfrentada pelos trabalhadores do saneamento no Paraná, especialmente os impactos das Parcerias Público-Privadas (PPPs), das tentativas de privatização e da precarização das condições de trabalho e dos direitos da categoria.

O presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin, participou da mesa “Unificação dos ACTs e Valorização no Saneamento: Desafios da Transição Público-Privado e a Necessidade de um Piso Nacional”, ao lado de dirigentes de diversas entidades do país. 

O debate destacou os riscos da transferência de serviços públicos para a iniciativa privada e a necessidade de fortalecer as empresas públicas de saneamento como instrumento fundamental para garantir qualidade no atendimento à população e respeito aos trabalhadores.

Além do presidente de Rodrigo Picinin, representaram o SAEMAC no encontro os diretores Pedro de Morais, Oziel Gonçalves da Silva, Romerito Faria Santos, Carlos Mereles e Jean Cardozo.

A participação do SAEMAC no 14º ENU reforça a importância da unidade nacional da categoria urbanitária na luta em defesa do saneamento público, dos direitos dos trabalhadores e de um modelo de desenvolvimento que priorize o interesse da população acima do lucro privado.

O encontro terminou reafirmando o compromisso das entidades sindicais com a democracia, os serviços públicos e a construção de um país mais justo, soberano e com valorização da classe trabalhadora.

A FRAUDE DA PRIVATIZAÇÃO: AEGEA REVELA ROMBO BILIONÁRIO


Matéria do Jornal Metrópoles mostrou que, após uma revisão contábil, a AEGEA — empresa que vem liderando privatizações do saneamento no Brasil — constatou o desaparecimento de cerca de R$ 5 bilhões do patrimônio e reduziu significativamente o lucro divulgado anteriormente, evidenciando fragilidades na gestão e na transparência do setor privado.

Isso não é um detalhe técnico. É um alerta grave. Empresas privadas que operam serviços essenciais, como água e esgoto, lidam diretamente com a vida da população. Quando há instabilidade financeira, quem sofre não são apenas os investidores, mas principalmente os usuários e os trabalhadores.

TRABALHADORES SÃO OS PRIMEIROS A PAGAR O PATO
O rombo fez com que a empresa tivesse sua nota de crédito rebaixada por agências financeiras. Na prática, isso significa maior custo de financiamento para a AEGEA. E é justamente aí que mora o perigo: pela lógica do mercado, a tendência é tentar recuperar essa conta aumentando tarifas, reduzindo investimentos e cortando custos operacionais.

E quando o assunto é corte de custos, os trabalhadores costumam ser os primeiros atingidos. A experiência em processos de privatização mostra que o caminho normalmente passa pela precarização das condições de trabalho, pressão por metas abusivas, redução de direitos, terceirizações e arrocho salarial. Ou seja: além da população correr o risco de pagar tarifas mais caras, os trabalhadores também acabam pagando a conta da má gestão privada.

Outro ponto grave é que o saneamento privatizado passa a ficar sujeito às oscilações do mercado financeiro. Decisões estratégicas deixam de priorizar o planejamento de longo prazo e a universalização do serviço para atender prioritariamente interesses de rentabilidade e retorno aos investidores.

IMAGEM DA SANEPAR TAMBÉM É ATINGIDA
A situação também acende um alerta para a própria imagem da Sanepar. A companhia paranaense mantém parceria com a AEGEA nas PPPs do saneamento, justamente em um momento em que a empresa privada enfrenta questionamentos sobre transparência, patrimônio e gestão financeira. 

Para uma empresa que busca construir uma imagem ligada ao ESG e à responsabilidade social, permanecer “de mãos dadas” com um modelo cercado de polêmicas pode representar desgaste perante a população e os próprios trabalhadores.

A MENTIRA DA PRIVATIZAÇÃO
A história recente da AEGEA, apresentada como uma “grande aposta” do mercado, ajuda a revelar um problema estrutural do modelo de privatização do saneamento: quando o foco principal passa a ser o retorno financeiro, o interesse público fica em segundo plano.

“Esse caso da AEGEA é só mais uma demonstração da fraude que representam muitas privatizações no Brasil. Não melhoram a vida da população e ainda deixam trabalhadores e usuários expostos às consequências da má gestão privada. O saneamento não pode ser tratado como ativo financeiro. Água é direito básico e serviço essencial e é por isso que somos contrários à privatização”, resume o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.


PRECATÓRIOS DA SANEPAR: AGEPAR QUER MUDAR REGRA! REAGE, SANEPARIANO!

Acesse a consulta pública e deixe seu recado exigindo que a AGEPAR mantenha a garantia dos 25% dos precatórios para investimento na Sanepar


A recente mudança de postura da Agepar (Agência Reguladora do Paraná) sobre os precatórios acendeu um sinal de alerta para toda a categoria e para a população.

No final do ano passado, a  agência reguladora havia definido, por meio de norma técnica, uma distribuição equilibrada dos precatórios devidos à Sanepar: 75% dos valores seriam destinados à modicidade tarifária (redução das contas) e 25% seriam incorporados ao lucro líquido da companhia, garantindo investimentos em saneamento e melhorias estruturais.

Agora, de forma injustificável, a AGEPAR revogou esse entendimento e abriu consulta pública propondo a destinação de 100% dos recursos diretamente para a fatura, eliminando a parcela que garantiria investimentos na empresa.

“Essa mudança é prejudicial em vários níveis. Sem os 25% destinados ao lucro da Sanepar, a empresa perde capacidade de investimento, comprometendo a expansão e a qualidade dos serviços prestados à população. Além disso, essa decisão impacta diretamente os trabalhadores, pois enfraquece a base que sustenta a Participação nos Resultados (PPR)”, diz o presidente do SAEMAC Rodrigo Picinin. 

O SAEMAC defende uma solução equilibrada, que atenda tanto a população quanto a sustentabilidade da empresa: 75% na fatura e 25% revertidos em investimentos. Esse modelo garante benefício imediato ao usuário sem abrir mão do desenvolvimento do saneamento no Paraná.

PARTICIPE DA CONSULTA PÚBLICA, TRABALHADOR
Diante dessa situação, é fundamental a mobilização Dos saneparianos e saneparianas.  A consulta pública está aberta até o dia 28/04, e cada trabalhador pode e deve participar.

Ao acessar o sistema, manifeste-se de forma clara: defenda a manutenção da proposta original da AGEPAR e se posicione contra a distribuição total dos recursos na fatura.

Mobilize também familiares e amigos. Essa luta é coletiva. O momento exige unidade e ação. Caso a AGEPAR insista em ignorar o interesse público e o equilíbrio do setor, o Sindicato já sinaliza que não estão descartadas mobilizações presenciais e protestos em frente da entidade.

“Não podemos aceitar decisões que enfraquecem a empresa, prejudicam os trabalhadores e comprometem o futuro do saneamento. A hora de agir é agora”, convoca  Picinin. 

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A CONSULTA PÚBLICA

CLIQUE AQUI PARA CONFERIR A FALA DO PRESIDENTE DO SINDICATO

SAEMAC ASSINA ACORDO COLETIVO DOS TRABALHADORES DA SANEPAR

 

O SAEMAC assinou hoje (13/04) o Acordo Coletivo de Trabalho com a Sanepar, consolidando e dando legitimidade à decisão soberana dos trabalhadores, que aprovaram a proposta em assembleia.

Além de formalizar os pontos aprovados, o Sindicato garantiu que a assinatura fosse realizada dentro do prazo necessário (15 de abril) para assegurar o pagamento dos retroativos salariais, do vale alimentação  e do abono já neste mês de referência.


Para o SAEMAC, o resultado reforça a importância da mobilização e da unidade da categoria. É essa participação que fortalece o Sindicato na mesa de negociação e garante conquistas reais para os trabalhadores.

“Procuramos agilizar os trâmites burocráticos para assinatura visando acelerar o processo de pagamento para os trabalhadores”, enfatizou o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.

SAEMAC PROTOCOLA RESULTADO DA ASSEMBLEIA E AGUARDA ASSINATURA DO ACORDO COM A SANEPAR


O SAEMAC protocolou, nesta terça-feira (07/04), o resultado da assembleia dos trabalhadores junto à diretoria da Sanepar, formalizando a decisão da categoria sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

Com a aprovação registrada e oficialmente comunicada à empresa, o Sindicato já se colocou à disposição para a assinatura do acordo. A medida abre caminho para que a Sanepar efetive, o quanto antes, o pagamento do retroativo e a antecipação do abono aos trabalhadores.

Agora, a expectativa da categoria é pela agilidade da empresa na formalização do acordo, garantindo que o que foi definido na proposta aprovada em assembleia seja cumprido sem demora.

O SAEMAC segue firme na defesa dos trabalhadores e atento para que cada ponto aprovado seja respeitado.