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ATUAÇÃO DA AEGEA GERA QUESTIONAMENTOS NO PAÍS E NO PARANÁ

Ex-diretora da Sanepar hoje comanda concessionárias da AEGEA responsáveis pelas PPPs impostas no governo Ratinho Junior


A atuação do Grupo AEGEA no saneamento voltou ao centro do debate após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcar o julgamento de um recurso apresentado pelo Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (ONDAS). A entidade busca retirar o sigilo de acordos de leniência e de colaboração premiada envolvendo antigos dirigentes da empresa.

Segundo o ONDAS, o  julgamento está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 8 de setembro de 2026. Os documentos tratam de um esquema de pagamento de propinas para a obtenção e a manutenção de concessões de água e esgoto entre 2010 e 2018. As irregularidades teriam movimentado pelo menos R$ 63 milhões, atingindo seis estados e 20 municípios.

A entidade defende que o levantamento do sigilo é fundamental para garantir transparência, controle social e responsabilização dos envolvidos. Para o ONDAS, a população tem o direito de saber como foram conduzidos os processos de concessão e privatização do setor, já que é diretamente atingida pela prestação dos serviços.

A mobilização também chegou à Câmara dos Deputados, que encaminhou ao STJ um pedido para tornar públicos os documentos.

CANDIDATO AO GOVERNO DO PARANÁ FAZ PARTE DO GRUPO QUE CONDUZIU AS PPPS NA SANEPAR
Diante das revelações sobre a forma de atuação da AEGEA em outros estados, também surgem questionamentos sobre como os negócios do grupo foram conduzidos no Paraná.

Foi durante o governo de Ratinho Junior que avançou a implantação das Parcerias Público-Privadas na Sanepar, transferindo para empresas privadas parte importante da operação dos serviços de esgotamento sanitário.

Para o SAEMAC, apesar de serem apresentadas como parcerias, as PPPs representam uma privatização disfarçada, que entrega ao setor privado atividades, receitas e estruturas construídas durante décadas pela empresa pública e por seus trabalhadores.

Esse debate ganha ainda mais relevância no atual cenário político. O candidato ao Governo do Paraná Sandro Alex tem adotado um discurso contrário à privatização da Sanepar. No entanto, integrou o governo responsável pela implantação e pelo avanço das PPPs dentro da estatal.

Ou seja,  não basta vestir uma camisa ou declarar-se contrário à privatização durante o período eleitoral (Vide a postura do próprio Ratinho com a privatização da Copel em 2022). É necessário explicar qual foi a posição adotada diante das medidas tomadas pelo atual governo e assumir compromissos objetivos com a manutenção da Sanepar pública.

EX-DIRETORA DA SANEPAR ASSUMIU CONCESSIONÁRIA PRIVADA
Reportagem da Gazeta do Paraná revelou que Priscila Marchini Brunetta, ex-diretora administrativa da Sanepar, passou a integrar a administração da Ambiental Paraná, empresa do Grupo Aegea responsável pelas PPPs de esgotamento sanitário firmadas com a própria estatal.

Segundo a publicação, ela deixou a diretoria da Sanepar em abril de 2023, permaneceu em conselhos e comitês da companhia até outubro daquele ano e, no mesmo período, passou a atuar na Ambiental Paraná.

Em maio de 2025, assumiu a presidência das concessionárias responsáveis por contratos que ultrapassam R$ 4 bilhões.

A situação é associada ao fenômeno conhecido como “porta giratória”, quando dirigentes deixam funções estratégicas no setor público e passam a trabalhar em empresas privadas diretamente relacionadas às decisões, informações e contratos de sua antiga função.

A transição não comprova, por si só, qualquer ilegalidade, mas não deixa de ser escandalosamente suspeita levantando questionamentos sobre possível conflito de interesses, acesso a informações estratégicas e transparência, especialmente diante da proximidade entre a saída da Sanepar e a contratação pela Ambiental Paraná.

TRANSPARÊNCIA E PROTEÇÃO AOS TRABALHADORES
Os fatos investigados em outros estados não permitem concluir que tenham ocorrido irregularidades no Paraná. Porém, reforçam a necessidade de mais transparência e de fiscalização rigorosa sobre os contratos firmados entre a Ambiental Paraná e a Sanepar.

O Governo do Estado e a direção da Sanepar devem esclarecer como foram estruturadas as PPPs, quem participou das decisões, quais medidas foram adotadas para impedir conflitos de interesses e quais garantias existem para proteger a empresa pública.

Também é necessário acompanhar os impactos dessas parcerias sobre os trabalhadores, incluindo empregos, condições de trabalho, segurança, direitos coletivos e a capacidade técnica construída pela Sanepar ao longo de décadas.

“As PPPs foram conduzidas pelo atual Governo do Estado e representam uma privatização disfarçada da Sanepar. Não basta agora aparecer com uma camisa dizendo ser contra a privatização. É preciso explicar as decisões tomadas, garantir transparência nos contratos e assumir o compromisso concreto de defender a Sanepar pública. O saneamento é um serviço essencial e não pode ser tratado apenas como oportunidade de negócio”, afirma o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.


SAEMAC AVANÇA NA MODERNIZAÇÃO DA COLÔNIA DE FÉRIAS COM ENERGIA SOLAR

Instalação de painéis solares faz parte dos investimentos para melhorar a estrutura e gerar economia para o Sindicato

O SAEMAC segue investindo na modernização da Colônia de Férias, em Matinhos. Após a reforma geral nas quitinetes e melhorias na estrutura com novas churrrasqueiras e instalaçaõ de câmeras de segurança, o Sindicato concluiu mais uma importante etapa: a instalação de painéis solares para geração de energia elétrica.

Além de modernizar o espaço, o investimento vai proporcionar redução nos gastos com energia, utilização de uma fonte limpa e renovável, maior sustentabilidade e valorização do patrimônio do Sindicato. A economia também contribui para que mais recursos possam ser destinados a novas melhorias para os associados.

“A diretoria continua trabalhando firme para melhorar a infraestrutura do Sindicato e oferecer cada vez mais qualidade aos nossos associados e suas famílias. A energia solar traz economia, sustentabilidade e representa mais um avanço na modernização da nossa Colônia de Férias”, destaca Rodrigo Picinin, presidente do SAEMAC.


COLETIVO SINDICAL DEBATE CICLO DO PCCR 2026, DEMISSÃO EM MASSA E FUSAN EM REUNIÃO COM ENTIDADES REPRESENTATIVAS DA SANEPAR


Nesta quarta-feira (6), o SAEMAC participou de mais uma reunião do Coletivo Sindical para discutir temas que vêm impactando diretamente os trabalhadores da Sanepar. 

Participaram da reunião, de forma presencial, representantes do SAEMAC, SINDAEL, SINDAEN, STAEMCP, SIQUIM-PR, SINAEP, SINTEC-PR, SINSEPAR, SINDECON, SINPROPAR e SENGE-PR.

Entre os principais assuntos debatidos estiveram:

•Os descontos relacionados à equalização da FUSAN;

•As recentes demissões ocorridas na empresa;

•Os desdobramentos envolvendo o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), tema que tem gerado preocupação entre os trabalhadores.

UNIFORMIDADE NA APLICAÇÃO DO PCCR
Outro tema que mobilizou as entidades foi a necessidade de maior uniformidade na aplicação do ciclo do PCCR especialmente no processo referente a 2026.

Na avaliação do Coletivo Sindical, é fundamental que os critérios sejam aplicados de forma transparente, isonômica e padronizada em toda a empresa, garantindo segurança jurídica e tratamento igualitário aos trabalhadores.

Os dirigentes também destacaram o aumento significativo da procura pelos Sindicatos nos últimos dias. A implementação do avanço de carreira previsto no PCCR gerou dúvidas entre os empregados e ampliou a demanda por orientações e atendimentos prestados pelas entidades sindicais.

Ao final da reunião, o Coletivo reafirmou a importância da atuação conjunta para acompanhar os desdobramentos dessas pautas, cobrar esclarecimentos da empresa e garantir o respeito aos direitos previstos nos acordos coletivos e nas normas internas.

Para o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin, a união das entidades é fundamental para fortalecer a defesa dos trabalhadores.

"O momento exige diálogo permanente entre as entidades e uma atuação firme na defesa dos direitos dos saneparianos. Precisamos de mais transparência no PCCR e na condução da gestão na Sanepar. O Coletivo Sindical seguirá unido para cobrar soluções e assegurar que nenhum trabalhador seja prejudicado", enfatiza Picinin.


SAEMAC PARABENIZA JOSÉ FAGGIAN E SUA DIRETORIA PELA RECONDUÇÃO À PRESIDÊNCIA DO SINTAEMA/SP


O SAEMAC parabeniza o companheiro José Faggian pela recondução à presidência do SINTAEMA/SP – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – para mais um mandato, bem como toda a diretoria eleita para o quadriênio 2027–2031.

A continuidade desse trabalho representa o reconhecimento da categoria a uma gestão marcada pela defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, pelo fortalecimento da organização sindical e pela atuação firme em defesa do saneamento público e da valorização dos profissionais do setor.

O SINTAEMA é uma referência nacional no movimento sindical e um importante parceiro nas lutas em defesa das empresas públicas, da negociação coletiva e da ampliação dos direitos dos trabalhadores do saneamento. A realização da assembleia para eleição da nova direção ocorreu em 1º de agosto, na sede da entidade, conforme convocação oficial do sindicato. 

"Parabenizamos o companheiro José Faggian e toda a diretoria. A recondução do companheiro é um reconhecimento dos trabalhadores ao trabalho que vem sendo realizado no Sindicato. Em parceria com o SAEMAC e demais Sindicatos, o SINTAEMA é uma entidade que tem auxiliado na construção de importantes ações conjuntas nacionalmente em defesa das empresas públicas, dos direitos da categoria e de um saneamento comprometido com a população brasileira”, enfatiza o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.

O SAEMAC deseja uma gestão de muitas conquistas, diálogo e unidade, reafirmando seu compromisso de seguir atuando em conjunto com o SINTAEMA e com o movimento sindical para enfrentar os desafios do setor e ampliar as conquistas da classe trabalhadora.


MOVIMENTO SINDICAL CONQUISTA A VOLTA DA APOSENTADORIA ESPECIAL SEM IDADE MÍNIMA


Ação da CNTI faz STF derrubar regra criada pela Reforma da Previdência de 2019 e restabelece importante direito dos trabalhadores

Uma importante vitória da classe trabalhadora foi conquistada graças à atuação do movimento sindical.

No dia 3 de junho de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento da ADI 6309 e, por 6 votos a 5, derrubou a exigência de idade mínima para a concessão da aposentadoria especial aos trabalhadores expostos a agentes nocivos.

A decisão reverte um dos pontos da Reforma da Previdência de 2019, que havia retirado esse direito ao exigir idade mínima para quem trabalha em atividades insalubres. Com o julgamento, volta a prevalecer o princípio de que a aposentadoria especial deve ser concedida com base no tempo de exposição aos agentes nocivos — normalmente 25 anos de atividade especial.

A ação foi proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), reafirmando a importância da mobilização sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores.

"Essa vitória mostra que nenhum direito está garantido para sempre. Quando os trabalhadores se organizam e lutam por meio de suas entidades representativas, é possível recuperar conquistas que haviam sido retiradas", afirma o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin.

ATENÇÃO AOS TRABALHADORES DA SANEPAR
O SAEMAC alerta que, apesar da decisão do STF, alguns trabalhadores podem enfrentar dificuldades para comprovar o tempo de atividade especial devido a possíveis inconsistências no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e nas informações enviadas ao eSocial pela Sanepar.

Por isso, os trabalhadores que exercem ou exerceram atividades insalubres, especialmente aqueles que já possuem ou estão próximos de completar o tempo necessário para a aposentadoria especial, devem procurar o Sindicato.

"Estamos orientando os trabalhadores e analisando a documentação funcional para garantir que ninguém seja prejudicado por falhas no registro do PPP. Quem tiver dúvidas sobre sua situação previdenciária deve procurar o SAEMAC", reforça Picinin.

Não deixe para a última hora. Procure o SAEMAC e garanta que a documentação necessária para a aposentadoria especial esteja correta.