ABERTAS AS RESERVAS PARA A TEMPORADA EM BALNEÁRIO GAIVOTAS

Para quem quer curtir férias no litoral, o Saemac informa que estarão abertas a partir de 01 de outubro as reservas para a temporada em Balneário Gaivotas, na colônia de férias do sindicato.

A temporada corresponde aos meses de dezembro/16, janeiro/17, fevereiro/17 e março/17. As entradas para as estadias vão de sexta-feira após as 14horas, com saída na próxima sexta-feira até o meio dia. Elas só serão confirmadas mediante o pagamento, que pode ser feito através de depósito bancário ou desconto em folha.

O Balneário fica na cidade de Matinhos e possui grande área verde, de 15.645 m2, a apenas 500 metros do mar. A infraestrutura é muito boa e bem cuidada, tendo 16 quitinetes com capacidade para 7 pessoas cada uma, equipadas com ar condicionado, cama, guarda-roupas e geladeira. Também se pode desfrutar de piscinas para adultos e crianças, churrasqueira e salão de jogos.

Aproveitem!!

MAIORIA GOVERNISTA APROVA VENDA DE AÇÕES DA SANEPAR E DA COPEL

Deputados votam o pacotaço,
na tarde de ontem
 A maioria de deputados governistas aprovou na tarde de ontem, 19/09, a autorização para que o governador Beto Richa venda ações e bens da Sanepar e da Copel, sem prévia autorização da Assembleia Legislativa. Foi aprovado em segunda e terceira votação o Projeto de
Lideranças do Saemac e de entidades e
movimentos sociais acompanharam e se
posicionaram contra a venda de ações.
Lei – PL 435, que fazia parte

do pacotaço de medidas enviada pelo governo à Assembleia Legislativa.


Foram rejeitadas pela maioria de deputados que fecharam com o governo as emendas de oposição que visavam impedir que as ações fossem vendidas excluído do projeto a autorização para a venda de ações da Sanepar e Copel e a autorização para a venda de imóveis das empresas estatais.

Com isso, os deputados aliados ao governo deram a Beto Richa um cheque em branco para vender ações e bens das duas principais estatais paranaenses, apesar, inclusive, de parecer da equipe técnica da Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa, dada ainda antes da primeira votação, de que não haviam informações e estudos sobre o impacto orçamentário e financeiro desse objetivo. Também houve questionamentos da oposição em relação a falta de informações sobre quais os imóveis das estatais o governador pretendia vender e o que essa venda pode significar.

O SAEMAC, ao lado de outras entidades sindicais e movimentos sociais, acompanharam a votação e se posicionaram contrários a aprovação do pacotaço. O Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas promete denunciar os deputados governistas que votaram a favor da venda de ações e mobilizar a população contra a dilapidação do patrimônio paranaense.

CONFIRA ABAIXO A LISTA DE COMO VOTARAM OS DEPUTADOS:





VOTAÇÃO DO PACOTAÇO DE BETO RICHA SERÁ RETOMADA HOJE


A Assembleia Legislativa – ALEP retoma na tarde de hoje, segunda, 19/09, a votação dos projetos do pacotaço de medidas enviado pelo governo Beto Richa. Os projetos do pacotaço foram aprovados em primeira votação no dia 12/09. Entre eles está o projeto 435/16, que trata da venda das ações da Sanepar e da Copel.

Na primeira votação, o projeto teve 28 votos favoráveis e 17 votos contrários. Agora será votado o texto final e 19 emendas apresentadas pelos deputados, entre as quais 10 emendas apresentadas pela oposição, sendo que as principais visam impedir que as ações sejam vendidas. Uma delas exclui a autorização para a venda de ações da Copel e Sanepar. Outra exclui a autorização para a venda de imóveis das empresas estatais.

Deputados da bancada de oposição alertam seus colegas para o fato de estarem votando autorização para a venda de bens das estatais do Paraná, sem nem conhecerem esses bens. “Algum deputado aqui sabe responder quantos e quais são os bens, terrenos e prédios que o governo do Paraná possui? Alguém sabe quais são os imóveis que o governo vai colocar à venda?”, questionou o Deputado Tadeu Veneri, líder da bancada de oposição, a seus pares, dando o clima dos questionamentos que continuarão nesta segunda-feira.


ATO HOJE, 14H, NA ALEP, 
CONTRA A VENDA DAS AÇÕES

O Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas estará promovendo hoje, a partir das 14 horas, um Ato Contra a Venda da Copel e da Sanepar, na Assembleia Legislativa, buscando mudar os rumos da primeira votação e evitar que as ações possam ser vendidas.

O Saemac está participando ativamente do movimento e chama os saneparianos que puderem para comparecer ao Ato. Aos saneparianos das demais localidades, solicitamos que ajudem a esclarecer a população dos riscos de aos poucos ser dilapidado o patrimônio dos paranaenses.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA APROVA AUTORIZAÇÃO PARA A VENDA DE AÇÕES DA SANEPAR E COPEL

No painel, o resultado da votação
 Na tarde desta segunda-feira, 12/09, foi aprovado o pacotaço de iniciativa do governo Beto Richa, que o autoriza a vender ações e bens da Sanepar e da Copel. Com essa autorização, o governo poderá vender mais 8,5% das ações da Copel e cerca de 25% das ações da Sanepar, ficando no limite do controle acionário das duas empresas, a um passo de colocar a perder um patrimônio construído em décadas pelos paranaenses.

Dirigentes do Saemac acompanham a votação
O governo conseguiu o voto de 28 deputados. Houve 17 votos contrários. O Saemac esteve atuando junto com os demais sindicatos e  movimentos sociais, que formam o Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas,  num esforço de mobilização contrária ao pacotaço do governo. O esforço do Fórum continuará hoje, dia 13, quando serão votadas as emendas propostas
Joaquim Alves dos Santos,
do Saemac, fala à imprensa
pela oposição, onde ainda se fará uma última tentativa de minimizar as perdas ao patrimônio público paranaense.


Os sindicatos divulgarão publicamente o voto de cada deputado, para o conhecimento dos paranaenses. 

MANIFESTAÇÃO CONTRA A VENDA DE AÇÕES DA SANEPAR E COPEL ACONTECE NESSE MOMENTO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA


Concentração no Plenário da ALEP
Nesse momento, representantes do Saemac, em conjunto com outras entidades sindicais que representam os trabalhadores da Copel, professores, servidores públicos e  movimentos sociais, que formam o Fórum Popular em Defesa das Empresas Públicas, se concentram dentro e fora da Assembleia Legislativa – ALEP, posicionando-se contra a venda de ativos da Sanepar e da Copel pretendida pelo governo estadual.

No detalhe, representantes do Saemac
e do Siquim
Atualmente, são patrimônio público do Paraná 74,97% das ações da Sanepar e 58,6% das ações da Copel. O governo Beto richa quer autorização da Assembleia Legislativa para vender cerca de 25% das ações da Sanepar e mais 8,5% das ações da Copel, ficando no limite do controle acionário das duas empresas, a um passo de colocar a perder um patrimônio construído em décadas pelos paranaenses.

Com a perspectiva de que o pacotaço de Beto Richa seja colocado em votação essa semana, o Fórum quer deixar claro aos deputados estaduais os riscos ao patrimônio público dos paranaenses. O movimento quer que os deputados rejeitem a venda de ações das duas estatais.

O Saemac vai continuar informando os saneparianos e mobilizando-os em defesa da empresa. Aguardem novidades. Todos podem contribuir ajudando a esclarecer a população do que está acontecendo.

SAEMAC CONVIDA: ATO HOJE, 14 HORAS, CONTRA A VENDA SANEPAR E DA COPEL, NA ASSEMBEIA LEGISLATIVA


Bom dia, saneparianos

O Saemac convida os saneparianos de Curitiba, e todos os que puderem, para estarem nesta segunda-feira, 12/09, na Assembleia Legislativa do Paraná – ALEP, onde acontece o Ato Contra a Venda da Copel e da Sanepar, com início às 14 horas.

O ato é organizado pelo Saemac, em conjunto com outras entidades sindicais que representam os trabalhadores da Copel, da Sanepar, professores e servidores públicos, além de movimentos sociais.

O objetivo é mostrar aos deputados estaduais os riscos ao patrimônio público dos paranaenses e o descontentamento que provoca o pacote de medidas enviado pelo governador Beto Richa para votação na Assembleia Legislativa. O movimento quer que os deputados rejeitem a venda de ações das duas estatais.

Existe previsão de que o pacote de medidas seja votado essa semana. O chamado Pacotaço, que prevê mais de 20 diferentes temas, foi transformado em seis diferentes projetos. Entre esses projetos e temas está prevista uma autorização da Assembleia Legislativa para que o governo possa vender ações e bens da Sanepar e da Copel.

Embora a venda de ações prevista não permita ao estado perder a maioria de ações com direito à voto, implica em acentuar a participação e a influência dos interesses privados nas duas empresas. Essa presença já tem levado ao aumento progressivo da remuneração de lucros aos acionistas, em detrimento de investimentos na qualificação, ampliação dos serviços e valorização salarial dos trabalhadores.

O Saemac alerta aos saneparianos para que acompanhem o assunto atentamente essa semana e colaborem para alertar a população paranaense sobre os riscos futuros dessa privatização gradual.

PLENÁRIAS NOS MUNICÍPIOS CONTRA O PACOTAÇO DE BETO RICHA

O Saemac está na luta para barrar o pacotaço medidas de Beto Richa que pretende vender ações e bens da Sanepar e da Copel. Junto com outros sindicatos que representam os saneparianos, os trabalhadores da Copel, os servidores públicos e outros movimentos sociais, promovemos no dia 29 de agosto, na Assembleia Legislativa - AL, uma Audiência Pública onde as medidas pretendidas pelo governo foram tema de debate.

O auditório da Assembleia Legislativa esteve lotado e a crítica ao pacote foi o tom de quase todas as intervenções. Em resumo, o pacote foi considerado sinal de incompetência administrativa, pois é o segundo pacote fiscal enviado por Beto Richa para a AL, sem a situação das contas públicas tenha sido resolvida. O ponto central do pacote de medidas - a proposta de venda de ações e bens da Sanepar e da Copel - foi considerado um atentado contra o patrimônio do povo do Paraná, construído em décadas.

Em seguida a audiência realizada na Assembleia Legislativa, os sindicatos e movimentos sociais se reuniram e aprovaram a organização de plenárias nos principais municípios paranaenses, visando reunir lideranças políticas e sociais no esforço contra a dilapidação do patrimônio paranaense. Com as plenárias, a ideia é envolver vereadores e lideranças sociais no esforço para contatar deputados das várias bases territoriais e solicitar que se posicionem contrariamente ao pacote de medidas.

O calendário de datas e locais das plenárias está definido. O Saemac convida os saneparianos a participarem e se somarem ao esforço em defesa da Sanepar e da Copel públicas e bem geridas.


PLENÁRIAS DO FES - FÓRUM DAS ENTIDADES

Guarapuava: 14/09, 18h30, no Auditório do Campus Cedeteg – Unicentro.

Londrina: 20/09, 18h30, local a definir.

Maringá: 21/09, 18h30, no Auditório do SINTEEMAR, Rua Prof. Itamar Orlando Soares, 357 - Jardim Universitário.

Curitiba: 27/09, 18h30, no Auditório da APPSindicato, Avenida Iguaçu, 880, Rebouças.

Cascavel: 28/09, 14h, no Auditório do Conselho Universitário da Unioeste, R. Universitária, 1619 – Universitário.

Ponta Grossa: 29/09, 14h, local a definir.


MEDIDAS ANUNCIADAS ONTEM POR TEMER GOLPEIAM DIREITOS TRABALHISTAS E SOCIAIS

Os trabalhadores brasileiros devem se preparar para lutar pelos direitos duramente conquistados ao longo de mais de 50 anos, porque estão em risco.

Ontem, logo após ser empossado, Michel Temer, em seu primeiro pronunciamento, anunciou duas medidas de que seu governo já vinha falando no período de interinidade: a reforma trabalhista e a reforma da previdência.

No mesmo dia de ontem, quase ao mesmo tempo, uma matéria no site da Folha de S. Paulo confirmava outra informação já ventilada no período da interinidade, sobre a qual o governo havia desconversado naquele período: o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, estuda rever a legislação para reduzir os benefícios do Sistema Único de Saúde – SUS e os gastos que a Constituição torna obrigatórios com a saúde.

São medidas que atingem em cheio os trabalhadores e a população em geral, de menor renda:

- Temer diz que a reforma trabalhista visa garantir empregos. Não irá garantir! Irá precarizar ainda mais. A principal mudança prevista é acabar com uma proteção fundamental do direito trabalhista, onde se garante que as negociações entre patrões e empregados só se realizem para ampliar salários, direitos e benefícios, nunca para diminuí-los. Desse modo podem acabar com benefícios já previstos em acordos anteriores e negociar redução de direitos previstos legalmente. Isso se chama “primado do negociado sobre o legislado”.

- Com a reforma da previdência, o governo pretende aumentar a idade mínima para as aposentadorias, atualmente estabelecidas em 65 anos de idade para os homens e 60 anos para as mulheres. O governo diz que há déficit nas contas da Previdência, mas para isso só calcula a receita da contribuição ao INSS dos trabalhadores, empregadores, autônomos, trabalhadores domésticos, chamada de contribuição previdenciária e nas despesas calcula o total do gasto com os benefícios de pensão, aposentadoria, auxílios como auxílio doença, auxílio-maternidade e auxílio-acidente. Com esse cálculo existe déficit. Ocorre que a Constituição prevê a previdência social como parte do sistema de seguridade, alimentado por vários tributos existentes para esse fim. Na receita da previdência devem ser inclusos também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Se forem consideradas essas outras fontes, não há déficit.

- Em relação ao SUS, apesar de suas falhas, é uma das mais importantes políticas sociais, conquistada a duras penas no Brasil e invejada em muitos países. Um governo sem voto e um Ministro que nem de saúde entende deveriam colocar como prioridade destruir conquistas constitucionais e sociais?

Quem ganha com essas propostas?

- Ganham os empresários em geral, que terão como reduzir seus custos, ampliando a competitividade e os lucros;

- Ganham os empresários do sistema privado de previdência, que terão seu campo de negócios de aposentadoria ampliado pela procura de quem puder pagar para se aposentar antes e por aposentadoria complementar no futuro;

- Ganha o setor privado de saúde, se diminuírem os benefícios e atendimentos do SUS;

- Ganha o próprio governo, que quer gastar em outras políticas, sabe-se com que prioridades, pois não foram submetidas ao voto popular.

Tudo isso não é invenção de quem não gosta do governo de Michel Temer, nem partidarismo. São fatos que virão, se não houver reação popular.

PACOTE DE BETO RICHA É REPUDIADO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

O auditório da Assembleia Legislativa esteve ocupado por cidadãos, representantes sindicais e movimentos sociais, ontem, terça-feira 30/08, durante a audiência pública que discutiu o pacote de medidas que o governo do Paraná enviou com o pretexto de realizar um novo ajuste fiscal, mas que na verdade visa aumentar impostos e obter autorização dos deputados para vender ações e bens da Sanepar, da Copel e da Cohapar. O Saemac, ao lado de outros sindicatos que representam os saneparianos e copelianos, participou ativamente da audiência.

Na mesa da audiência pública, colocando suas posições sobre o pacote, estiveram o Diretor Geral da Secretaria da Fazenda do governo estadual, George Tormin, o ex diretor de finanças da Copel Antônio Rycheta Arten, o Presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-Paraná, Fábio Artigas Grillo e o Presidente da Faciap - Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, Guido Bresolin Junior. Também presentes compondo a mesa os deputados Tadeu Veneri (PT), que coordenou a audiência, Maurício Requião Filho (PMDB), Péricles Mello (PT), Tercílio Turini (PPS), Evandro Araújo (PSC), Márcio Pacheco (PPL) e Claúdio Palozzi (PSC).

PACOTAÇO FOI TRANSFORMADO 
EM SEIS PROJETOS

O deputado Péricles Mello, que representa a oposição na Comissão de Constituição e Justiça da AL, informou que os 20 temas contidos no projeto inicial enviado pelo governo foram divididos em seis projetos, após o governo ter feito um acordo com setores empresariais que compõem o chamado G7, onde estão as sete maiores federações empresariais do estado. Na opinião do Deputado, esse rearranjo pouco mudou os males que provoca o pacote de medidas, como o risco de venda de ativos das empresas estatais.

Nos seis projetos que agora compõem o pacote de medidas, o governo pretende alterar as legislações que tratam dos impostos ICMS, ITCMD e IPVA; aprovação de reforma no Conselho de Contribuintes, órgão ligado à Receita Estadual que tem como atribuição julgar recursos de cidadãos e empresas que são cobrados indevidamente pelo Estado; criação de taxas para empresas pelo uso e exploração de água e minério; autorização para a venda de ações da Copel e Sanepar e imóveis de empresas públicas sem prévia autorização dos deputados estaduais e autorização para o contrair empréstimos e renegociar dívidas do Estado com a Sanepar e a Copel.

MEDIDAS PROPOSTAS CAUSAM INDIGNAÇÃO

Defendendo as medidas do governo, falou na audiência George Tormin, Diretor Geral da Secretaria da Fazenda. Para ele, o pacote está dentro da tendência geral entre os estados brasileiros e a nível federal, de realizar programas de ajuste fiscal. Tormin defendeu a liberação para a venda bens da Sanepar e da Copel, prevista no pacote, como forma de dar autonomia para as duas empresas se administrarem, argumentando que elas são “independentes” do orçamento estadual. Em relação a vender ações, para o representante do governo, “é irrelevante” o estado deter 51% das ações das estatais, desde que mantenha o controle acionário das duas empresas.

Os argumentos do representante do governo causaram indignação imediata entre os sindicatos que representam saneparianos e copelianos. As entidades sindicais estão enfrentando a intervenção do CCEE – Comitê de Controle das Empresas Estatais nas negociações, sempre segurando a possibilidade de recomposições salariais e avanços na participação em lucros e resultados. Para os sindicatos, é cinismo o governo Beto Richa só falar em independência das empresas estatais quando lhe interessa.

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-PR, Fábio Artigas Grillo, disse que já era esperada uma nova etapa de ajuste fiscal da parte do governo, mas que não imaginava que viria na forma do pacotaço, que ele classificou como “um festival de inconstitucionalidade”, a começar pelo rito de urgência para a tramitação na Assembleia Legislativa. “Não há justificativa para que tramite em regime de urgência”, afirmou. Para o representante da OAB, medidas que têm características de impostos devem ter outro tipo de trâmite, diferente do pretendido pelo governo. Há outras ilegalidades, na visão do representante da OAB, como taxar ICMS sobre empresas classificadas no Simples Nacional.

As falas dos deputados que compuseram a mesa na audiência pública foi marcada pela crítica ao pacote de medidas do governador. Elas lembraram que já houve, em abril, o saque de recursos da previdência dos servidores e professores e agora veio outro pacote fiscal, sinalizando que Beto Richa governa mandando a conta para trabalhadores do setor público e para a sociedade paranaense, às custas de altas taxas e dilapidação do patrimônio público. O ponto central do pacote está localizado, na visão dos deputados do bloco independente e da oposição, em a venda das ações da Sanepar e da Copel.

O deputado Evandro Araújo criticou como cínico o comportamento do Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. “Nós abrimos um debate bem intencionado aqui na Assembleia Legislativa sobre a situação fiscal, mas ele nos trata com cinismo e salto alto. Não dialoga.” Já o Deputado Tercílio Turini criticou a postura política do governador: “Se na eleição um candidato dissesse que iria colocar a mão na previdência dos servidores, promover o maior aumento das tarifas de água e energia do país e vender ações e patrimônio da Copel e Sanepar, seria eleito?”

SAEMAC COBRA POSIÇÃO CONTRA O PACOTAÇO

Gerti Nunes, presidente do Saemac, posicionou-se na audiência pública, chamando atenção para que, desde 1997, com o governo Lerner, iniciou-se a transferência de valores, pela venda de ações da Sanepar e da Copel, para aproveitadores privados que a população nem sabe quem são. Denunciou a crescente descapitalização das duas empresas, via transferência de 50% do lucro líquido para acionistas, ao invés de investir esse lucro na qualidade dos serviços.

“A Sanepar, hoje, se tornou um guarda-roupa, um cabide de emprego onde se encontram mais de mil cargos comissionados”, denunciou o presidente do Saemac, comentando também a atitude de desfaçatez da gestão de Beto Richa na companhia: “o Ministério Público mandou reduzir os cargos comissionados e eles, ao contrário, aumentaram”.

Em seu posicionamento, Gerti Nunes chamou a atenção de que a população elege um governador para administrar o patrimônio público, não para dilapidá-lo. “Esse patrimônio é da população que precisa de saneamento, energia e habitação. Temos que questionar para onde vai esse dinheiro. Temos que cobrar posição da Assembleia Legislativa contra esse projeto”, concluiu.


Ao final da audiência pública, que foi marcado por protestos contra Beto Richa e seu secretário da fazenda, os sindicatos e movimentos sociais se reuniram, traçando os rumos da luta contra o chamado Pacotaço. Duas frentes de mobilização foram criadas: uma frente parlamentar, que vai atuar junto aos deputados, outra frente popular, que vai organizar audiências públicas nas Câmaras Municipais das principais cidades paranaenses, mobilizando lideranças políticas e sociais para pressionar os deputados a se posicionarem contra o pacote. A proposta é realizar essas audiências nas próximas semanas, antes que os projetos com as medidas entrem em votação na AL. O Saemac integra esse esforço.

AUDIÊNCIA PÚBLICA VAI DEBATER AMANHÃ O PACOTAÇO DE BETO RICHA

Sindicatos que representam os saneparianos, juntos com os sindicatos dos trabalhadores da Copel e outras entidades e movimentos sociais, estarão na Assembleia Legislativa do Paraná na manhã desta terça-feira, 30 de agosto, a partir das 9:00h, participando de uma Audiência Pública convocada pelos deputados para debater o pacotaço do governador Beto Richa, que visa autorização para a venda de ações e bens da Copel e da Sanepar.

Participarão da audiência deputados da oposição e também do bloco governista. Muitos deputados governistas se sentiram desrespeitados e estão descontentes com a forma como o governador enviou seu pacote de medidas, sem discussão prévia com os parlamentares e misturando indiscriminadamente medidas que não tem nada a ver uma com a outra. Para o Saemac, que está na linha de frente do movimento contra o desmonte da Sanepar e da copel, é importante atuar agora, juntando forças contra esse pacotaço de desmonte das empresas públicas.

O Saemac convida os saneparianos que puderem a estar na Assembleia legislativa, engrossando o movimento. Aos que não puderem ir, é importante que debatam o assunto com os colegas de trabalho e estejam preparados para mobilização contra o pacotaço.


A Copel e a Sanepar são do Paraná!

POSSIBILIDADE DE GANHO SALARIAL REAL LEVA DIREÇÃO DA SANEPAR A ARTICULAR MOVIMENTO PELA DESISTÊNCIA DO DISSÍDIO

Um grupo, supostamente à mando da direção da empresa, está encabeçando abaixo-assinado visando a desistência do processo de dissídio do Acordo Coletivo 2016/17. Esse grupo, que não participou nem da greve nem das assembleias que decidiram pelo movimento e pelo dissídio, quer que o Saemac convoque novas assembleias. Dessa forma, sob pressão e conversas de que vamos perder direitos, querem forçar a aprovação da proposta da Sanepar na marra.

Por que isso está acontecendo? A quem interessa?

A resposta é simples: existe a possibilidade concreta de que venhamos a conquistar ganho salarial real no julgamento do dissídio no TRT e a direção da Sanepar, sabendo disso, supostamente estaria estimulando boatos e o abaixo-assinado.

Durante as audiências do dissídio, a Desembargadora do Trabalho, Marlene Teresinha Fuverki Suguimatsu, fez a proposta de que a Sanepar praticasse um ganho salarial real de 1,76%, acima da correção pelo INPC, considerando, inclusive, que, na ocasião, o próprio governador havia levantado a possibilidade de praticar reajuste.

O Saemac já havia proposto em negociação, e registrou no processo de dissídio, a possibilidade de um ganho salarial real de 4%, baseado no crescimento do lucro da empresa registrado em 2015. Na sequência, a própria empresa reconheceu esse crescimento de 4%, ao aplicá-lo como critério no pagamento do PPR. E o Saemac juntou esse reconhecimento do crescimento de 4% aplicado no PPR ao processo de dissídio, no dia 15 de agosto.

Em resumo, temos a seguinte situação no dissídio: os 11,08% (reajuste pela inflação), já está garantido na proposta da Sanepar, registrada no processo. Já temos um reajuste a mais sugerido pela própria desmbargadora. E ainda temos os 4% como um aceno de crescimento financeiro em 2015, admitido na prática pela Sanepar.

A Sanepar sabe que há uma situação demonstrada em favor das reivindicações dos saneparianos. Por isso pressiona pela desistência do dissídio.


VAMOS DENUNCIAR ESSA PRESSÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

O Saemac está juntando cópias do abaixo-assinado que está sendo passado pelos protegidos da diretoria e irá encaminhar ao Ministério Público do Trabalho, demonstrando os atos e atitudes anti-trabalhadores e anti-sindicato supostamente estimulados e protegidos pela direção da empresa. São pressões ilegais, que atentam contra o direito dos trabalhadores de lutar pelo salário que consideram justo.


NÃO ASSINEM ESSE ABAIXO-ASSINADO, POIS  É COISA DOS PROTEGIDOS

Alertamos aos saneparianos para que NÃO ASSINEM este abaixo-assinado. Aos companheiros que participaram da luta e da greve, solicitamos que ajudem a esclarecer os demais. Temos que barrar essa pressão e não podemos ceder ao que foi decidido na luta, porque é o justo.

VAMOS BUSCAR O GANHO SALARIAL QUE MERECEMOS, NO DISSÍDIO!!

O MISTERIOSO POÇO SEM FUNDO...

No final de 2015 a Sanepar colocou no mercado R$ 100 milhões em debêntures. No início de 2016, colocou mais R$ 300 milhões. Houve conversa da diretoria de que se esperava entrar dinheiro de debêntures para pagar o PPR.

Debêntures são títulos de crédito de médio e longo prazo que companhias de capital aberto colocam a venda para captar recursos. Esses títulos dão direitos de crédito ao debenturista que os adquire. O montante da emissão, quantidade de títulos, vencimento, condições de amortização e remuneração, juros, prêmio, etc. estão previstos em escrituras de emissão.

Mas a curiosidade aqui não é em saber o que são as debêntures. A curiosidade é saber o que acontece que faz a Sanepar, com uma arrecadação contínua, depender de debêntures para cumprir compromissos básicos? Que poço sem fundo é esse? Onde vai tanto dinheiro?

Esse exemplo de gestão, aliás, vem de cima. O governo de Beto Richa, que já colocou a mão no caixa de previdência dos professores, agora quer vender ações e bens da Sanepar e da Copel para fazer mais caixa. Vamos repetir as perguntas: Que poço sem fundo é esse? Onde vai tanto dinheiro?

Para o trabalhador da Sanepar, a direção da empresa oferece a conversa de que não tem poderes para gastar com salários. Dizem que esses poderes foram tirados pelo Comitê de Controle das Empresas Estatais – CCEE, imposto por Beto Richa. E dá-lhe arrocho salarial.

Já o governador quer arrecadar e arrecadar, enquanto descumpre compromissos com professores, servidores e saneparianos.

Que poço sem fundo é esse? Onde vai tanto dinheiro? O assunto merece informações e transparência. O sanepariano e a opinião pública paranaense cobram isso.

O PPR DE HOJE É RESULTADO DE MUITA LUTA

Na foto, nosso companheiro Alvair Santa Rosa
assina o acordo do PPR em nome do Saemac.
Na tarde de ontem, 18/09, os sindicatos que representam os saneparianos e a Sanepar assinaram o acordo relativo ao PPR 2015. O pagamento acontece hoje. Cada empregado receberá R$ 5.697,74, em folha complementar. 

O Saemac faz questão de lembrar que o PPR é resultado de muita luta. 

Em 2008 conquistamos o PPR linear, na época no valor equivalente a uma folha, vitória que garantiu igualdade na distribuição do PPR;

Tendo o Saemac como principal protagonista, em 2010 conseguimos que o PPR linear se tornasse uma lei para todas as estatais paranaenses;

Em 2012 e 2013, conquistamos a distribuição de 25% em relação ao montante distribuído ao acionista como critério no PPR, o que é importante como uma base mínima, ficando o cumprimento das metas como fonte de um valor complementar;

Em relação ao PPR 2015, vale lembrar que a definição da Sanepar só saiu depois de pressionarmos e acionarmos o Ministério Público do Trabalho.

O Saemac considera importante lutarmos para que exista a garantia de pagamento da segunda parte do valor do PPR pela proporcionalidade das metas atingidas, e metas que tenham viabilidade de ser cumpridas pelos empregados. Assim, teremos critérios claros. 

Nossa luta, portanto, continua. E nela contamos com os saneparianos!