/* */

QUANTO GANHA UM DIRETOR DA FUSAN?


Com a ânsia da diretoria da FUSAN em se desfazer do prédio da instituição com a desculpa para fazer caixa, surge a dúvida entre os trabalhadores: Quanto ganha um diretor da FUSAN? Que benefícios e privilégios essa turma possui e quanto custa tudo isso para os cofres da instituição? 

Com o rombo de mais de R$ 80 milhões causados pela gestão incompetente dessa diretoria, o trabalhador questiona os diretores da FUSAN para que digam  qual o sacrifício que estão fazendo no próprio bolso para ajudar a pagar o prejuízo da própria incompetência. Porque é muito fácil causar prejuízo e apenas jogar a conta para o contribuinte pagar e vender o patrimônio da instituição para cobrir o rombo. 

Não é para menos a folga com que a diretoria se comporta como se fosse dona da FUSAN. Além do respaldo da diretoria da Sanepar, também conta com a conivência dos conselheiros que deveriam agir como guardiães dos interesses da FUSAN. É preciso que o trabalhador também fique atento ao tipo de atuação dos conselheiros nas decisões dos rumos da FUSAN. Inclusive daqueles que se dizem representantes dos trabalhadores. Na decisão que definiu pela dilapidação da sede da instituição, somente dois conselheiros, um dentro da FUSAN, outro dentro da Fundação,  tiveram a coragem de votar contra essa ataque à entidade. O resto, infelizmente, abaixou a cabeça para a diretoria e votaram contra os interesses dos trabalhadores. Uma vergonha. É por isso que, nas eleições para os conselhos, o trabalhador deve ficar esperto com os lobos em pele de cordeiro. Durante a campanha é fácil virar leão se dizendo representante dos trabalhadores. Quando eleitos, viram gatinhos da diretoria. 

Enfim, não é só por uma questão de transparência, mas também porque é um direito do trabalhador contribuinte, que é quem mantêm a FUSAN, queremos saber: quanto ganha um diretor da FUSAN? Esperamos que a diretoria tenha a decência de prestar contas aos trabalhador.




OLHO ABERTO, TRABALHADOR: FUSAN USA PALAVRAS BONITAS PARA JUSTIFICAR DILAPIDAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO SANEPARIANO


É isso mesmo, trabalhador sanepariano. Ao ler a ata da FUSAN de deliberação sobre a venda do prédio da instituição se percebe o uso de palavras pomposas como “desinvestimento” para tentar justificar a venda. Ora, não dá pra cair nessa. O  tal “desinvestimento” na verdade não passa de dilapidação do patrimônio dos saneparianos. Esse é o fato. Não tem sentindo nenhum vender o prédio para ficar pagando aluguel. Sem contar que não há informação de quanto será esse aluguel, onde será o novo endereço, quanto vai custar isso para o sanepariano. Porque, não se engane, trabalhador, esse aluguel vai sair do seu bolso e não da turma da diretoria.  O fato é que estão tramitando a venda sem trazer nenhum tipo de esclarecimento ao trabalhador  sobre como vai ficar a situação dos atendimentos na FUSAN... boatos dizem que tudo será online, ou seja, se levarmos em conta o excesso de reclamações dos trabalhadores sobre o descaso nos atendimentos online hoje, a coisa só vai piorar. 

Outra justificativa furada é a de que a venda do prédio agora seria boa para os investimentos porque a taxa de juros está alta. Ora, a turma que está falando isso é a mesma turma que causou o rombo de R$ 80 milhões nos investimentos e no bolso dos trabalhadores. Dá para confiar no que essa turma fala?

O fato é que a turma que está a frente da FUSAN\FUNDAÇÃO tá mais preocupada com seus gordos vencimentos, privilégios e aposentadoria, pois essa turma daqui a pouco passa e quem vai ficar com a conta para pagar, sem patrimônio e pagando aluguel é o sanepariano. 

Causa indignação também o silencio da diretoria da Sanepar que assiste a tudo passivamente, em berço esplendido, sem cobrar mais eficiência da turma da FUSAN. A impressão é que estão compactuando com isso. Vergonha!


RATINHO JUNIOR REPRODUZ NO PARANÁ COMO OPERAM OS BARÕES DO SANEAMENTO NO BRASIL

Levantamento expõe os salários estratosféricos dos executivos da água-mercadoria. A partir de monopólios, eles aumentam de forma abusiva as tarifas. E, cada vez mais, achatam salários, terceirizam serviços e precarizam o trabalho, como acontece na  Sanepar no governo Ratinho Junior



Reportagem do site “Outras Palavras”, publicada no dia 18 de julho de 2023, mostra o fosso existente entre as remunerações dos executivos das empresas de saneamento e os demais trabalhadores do setor. Na AEGEA, por exemplo, empresa que recém adquiriu a concessão para comandar o saneamento no litoral do Paraná e alguns munícipios da região metropolitana de Curitiba,  a remuneração anual dos seus quatro diretores atingiu a fantástica cifra de R$ 51.075.223,87, dos quais R$ 26.896.151,26 (53%) pagos a título de incentivo de longo prazo! Ou seja considerando treze remunerações mensais, os diretores da Aegea ganharam em média R$ 982.215,84 mensalmente. O mesmo tipo de remuneração para diretores se verifica nas demais empresas do setor. 

A título de comparação,  um trabalhador remunerado pelo salário mínimo precisaria trabalhar 15 anos para ganhar o que na média ganhou por mês um dirigente de empresa privada de saneamento básico. Haja iniquidade!

SITUAÇÃO TAMBÉM ACONTECE NAS EMPRESAS ESTADUAIS
Nas empresas estatais pesquisadas, a média das remunerações médias mensais correspondeu a 56 salários mínimos de 2022, o que equivale a 4,3 anos de um trabalhador remunerado com o salário mínimo.

Na Sanepar, a remuneração mensal média de um diretor está foi de  R$ 61.676,07 em 2022. O valor equivale a 55 vezes o salário mínimo brasileiro. 

RATINHO JUNIOR APLICA A MESMA FÓRMULA NO PARANÁ
No neoliberalismo a regra do jogo é a remuneração escandalosa dos altos executivos vinculada ao atingimento de metas vinculadas ao aumento sistemático da lucratividade das empresas e a distribuição aos acionistas de elevados valores como dividendos e juros sobre o capital próprio.

Enquanto, promove a financeirização das estatais  aplica  um política de precarização, terceirização do trabalho e de achatamento salarial os demais trabalhadores das estatais. Como testemunham diversos dirigentes sindicais, os processos de negociação salarial incluem chantagens e ameaças de demissão e redução de direitos e mesmo a reposição das perdas inflacionárias é dificultada. Tudo com o objetivo de aumentar os lucros dos acionistas e seus pares do setor financeiro. Infelizmente, o processo avança a passos largos com a implementação das parcerias público privadas, as chamadas PPPs. O resultado desastroso dessa política de privatização todo mundo já sabe: aumento da tarifa e maus serviços prestados. Sobra mais para o barões que comandam o saneamento no Brasil. Uma vergonha. 



SANEPAR ABRE CONSULTA PÚBLICA PARA PPPS NAS REGIÕES OESTE E CENTRO LESTE. DEIXE SEU RECADO, TRABALHADOR


Continuando com a  sanha de acabar com a Sanepar, o governo do estado abriu consulta pública para a aplicação de mais duas parcerias público privado (PPPs), agora nas regiões Oeste e Centro Leste do Paraná.  Dessa forma, a população pode opinar sobre o que acha das PPPs, sugerindo ou criticando a iniciativa privatista do governo. 

Não é novidade para ninguém que o processo de mercantilização da água visa somente a beneficiar acionistas e o sistema financeiro ao custo do bolso da população. Onde houve privatização do setor no país, o povo tem sentido os efeitos negativos arcando com o aumento indiscriminado da tarifa e precarização dos serviços. 

SANEPARIANO: DEIXE SEU RECADO E DIGA NÃO A PRIVATIZAÇÃO
É dever de todo o sanepariano que tem compromisso com a Sanepar se manifestar nesta consulta pública e dizer o que pensa da tentativa de sucateamento e privatização da companhia. Para isso, basta acessar o formulário online, preencher as informações solicitadas e deixar seu recado. Mete bronca, trabalhador. Defenda a Sanepar. 

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O FORMULÁRIO DA CONSULTA PÚBLICA


BTG, IGUÁ E AEGEA: O QUE ESTÁ POR TRÁS DO MERCADO DA ÁGUA NO BRASIL

*Artigo: Lucas Tonaco


Após o lobby do mercado financeiro se organizar bem e criar artifícios espinhosos  com a 14.026/2022, ou o “Marco do Saneamento”, que foi aprovado às pressas durante a pandemia,  recentemente, durante alguns fenômenos pós decretos 11.466/467 de 2023 e o famigerado PDL 98/2023, viu-se os rastros da ação do lobby das companhias privadas e do mercado financeiro: colocar em cada um dos grandes jornais brasileiros uma suposta minuta, pressionar com prazos limites para uma discussão sobre revogação dos decretos, e dentro outros artifícios, conjuntamente com uma série de movimentos muito sutis, mostrou-se agora do que se trata: da criação de oligopólios privados do saneamento no Brasil.

Se antes os argumentos do liberais eram em sua maioria o de crítica ao suposto monopólio de serviço prestado pelo estado  – no caso das companhias estaduais de saneamento – agora mais uma vez fica claro que não passava de falácia, ao neste movimento recente, a demonstração de sintomas que visam a criação de monopólios e oligopólios do setor no Brasil, lembremos: o saneamento básico no Brasil enfrenta um cenário preocupante, em que a financeirização da água, os ataques às empresas estatais e os movimentos do mercado financeiro se entrelaçam em uma trama obscura que sinaliza o perigo iminente da criação deste já citado oligopólio e monopólio privado da água no país. Essa situação compromete a gestão pública do recurso vital, trazendo implicações socioeconômicas e ameaçando o acesso universal à água.

A financeirização da Água: A financeirização da água representa a transformação desse recurso natural em uma mercadoria financeira, sujeita à especulação e ao controle por parte de investidores e grandes corporações. Esse fenômeno global tem se intensificado, impulsionado pela busca de lucros no setor de saneamento básico. No entanto, é importante ressaltar que a água é um direito humano fundamental e não deve ser tratada como uma commodity financeira.De acordo com Bakker (2012), a financeirização da água tem consequências preocupantes, como a privatização dos serviços de água e a exclusão de populações vulneráveis do acesso a esse bem essencial. Isso pode resultar em aumentos abusivos de tarifas e na diminuição da qualidade dos serviços, minando a governança democrática e o controle social sobre a água, como nos casos da CASAL (Alagoas), SANETINS (Tocantins), CEDAE (Rio) e de Manaus, para ficar nos exemplos nacionais, para os internacionais – ocorre um praticamente a cada mês, o deste mês foi o da Thames Water (Londres), onde houve intervenção inclusive de várias instâncias políticas e econômicas.

Sintomas: a venda de 11 concessões pela Iguá Saneamento como parte de sua estratégia de focar em concessões de grande porte revela uma tendência preocupante de ataque às empresas estatais do setor de saneamento. Empresas como a Iguá Saneamento buscam concentrar seus esforços em ativos maiores e mais rentáveis, enquanto concessões menores são vendidas, abrindo espaço para a entrada de empresas privadas.Ao mesmo tempo, as empresas estatais de saneamento, como a Copasa e a Sabesp, são alvo de ataques e pressões para privatização. Esses ataques, muitas vezes mascarados sob a alegação de aumento da eficiência e melhoria dos serviços, têm o objetivo de enfraquecer o papel do Estado no fornecimento de água e abrir caminho para a entrada do setor privado, ampliando o processo de financeirização da água.Os movimentos do mercado financeiro, incluindo a participação de gestoras de private equity, desempenham um papel crucial na busca pelo controle das empresas de saneamento. No caso da Iguá Saneamento, a IG4 Water, uma gestora de private equity, juntamente com o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) e a Alberta Investment Management Corporation (AIMCo), detêm o bloco de controle da empresa.

Essas gestoras de private equity visam obter altos retornos financeiros com os investimentos no setor de saneamento, aproveitando a crescente demanda por serviços de água e esgoto. Nesse processo, utiliza-se de táticas que favorecem a formação de um monopólio privado, minando a competição e concentrando o poder nas mãos de poucas empresas. Também, há indícios de artifícios bancários utilizados pelo BTG Pactual, como coordenador da emissão de debêntures da Iguá Saneamento, para estabelecer sua posição dominante. Esses artifícios podem incluir estratégias de controle do mercado de capitais, visando maximizar seus lucros e estabelecer uma posição privilegiada dentro do setor de saneamento.A convergência da financeirização da água, dos ataques às empresas estatais de saneamento e dos movimentos do mercado financeiro cria um ambiente propício à formação de um monopólio privado no setor de água no Brasil. Isso representa uma ameaça aos direitos fundamentais da população e ao controle democrático sobre um recurso vital.

Outros sintomas da formação deste suposto monopólio privado seria a compra da CORSAN pela AEGEA, questionada em diversas instâncias, inclusive no TCE-RS e o recém leilão de bloco da SANEPAR, todas as estas ações, em sua maioria com alta tendência financeirização e a tática da Iguá, assim como da Aegea é quase a mesma da Equatorial (Grupo 3G) – redução de EBITDA e aumento de tarifas ou seja: transformar tudo em demissões, reduções de salários, aumento da conta para a população, nada de novo no front além do velho atraso de nossas elites, com o discurso de que para “promover a universalização e a concorrência”, quer-se mesmo é evitar a concorrência inclusive do Estado, que é o grande promotor de políticas públicas.PS: lembremos também – há um novo PAC por aí e bilhões em saneamento terão que ser investidos.

É crucial que a sociedade e os órgãos reguladores estejam atentos a essas dinâmicas e atuem para preservar o caráter público e universal do acesso à água. A garantia de um saneamento básico de qualidade para todos deve ser prioridade, e é necessário promover uma gestão participativa, transparente e orientada para o interesse coletivo, resistindo à crescente influência do mercado financeiro no setor de água.

* Lucas Tonaco – secretário de Comunicação da FNU e dirigente do Sindágua-MG


NOTA DA FNU E CNU CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SANEPAR


A Federação Nacional dos Urbanitários – FNU e a Confederação Nacional dos Urbanitários – CNU condenam a atitude do Governador do Estado do Paraná, Ratinho Júnior, de privatizar a Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), um patrimônio do Povo paranaense, que presta um serviço de alta qualidade para a toda população.

A “entrega” da Sanepar ocorreu nesta sexta-feira (14/7/23), com o consórcio liderado pela Aegea arrematando o leilão.

Essa é mais uma ação predatória, típico de governos privatistas, que preferem ignorar que a água é um bem pertencente a todos, não podendo ser propriedade de grupos de especuladores, que trabalham somente na lógica do lucro.

Em recente matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, a Sanepar se destaca entre as empresas com melhor desempenho nos critérios de avaliação definidos pelo governo federal. Pelo grau de endividamento, o retorno sobre o patrimônio líquido, a margem líquida e a suficiência de caixa. Os dados apontam para excelente saúde financeira da empresa e sua capacidade de investimentos, bem como o seu desempenho.

Diante de uma situação estável que garante a Sanepar boas condições para servir toda a população, em especial as mais pobres, quais são os motivos que levam um governo a vender uma empresa tão rentável?

Isso precisa ser respondido. Portanto, a chamada Parceria Público Privada, uma privatização disfarçada que envolve dinheiro público, via BNDES, que acontece justamente após o novo marco regulatório negociado entre governo e oposição, é de um casuísmo sem justificativa.

A população e os trabalhadores já sabem os resultados das privatizações das empresas: aumento exorbitante de tarifas, a exclusão das parcelas mais pobres dos consumidores e a demissão em massa de empregados com grande saber técnico, com a consequente queda dos serviços prestados a sociedade.

A FNU e a CNU estão na luta em todo país contra a privatização do saneamento, participando de articulações em todas as esferas do poder, seja na Câmara dos Deputados, no Senado, Assembleias Legislativas ou Câmaras Municipais. O entendimento é que o Brasil não pode retroceder, pois no mundo os exemplos mostram que a privatização da água é um erro gigantesco e, nesse sentido, vários países, inclusive, aqueles centrais do capitalismo, como Inglaterra, França e Alemanha estão reestatizando os serviços de saneamento.

A FNU e a CNU reafirmam sua solidariedade e soma à luta dos sindicatos de trabalhadores no Estado Paraná para o acesso ao saneamento a todos os cidadãos paranaenses, bem como para garantir todos os direitos dos trabalhadores da Sanepar.

Água não é mercadoria. A luta continua! 

Federação Nacional dos Urbanitários – FNU

Confederação Nacional dos Urbanitários – CNU


FENATEMA: NOTA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SANEPAR


A Federação Nacional dos Trabalhadores em Água, Energia e Meio Ambiente – FENATEMA – e seus Sindicatos filiados vem, por meio desta, manifestar seu repúdio ao governador do Paraná, Ratinho Junior, e a privatização da Companhia de saneamento do Paraná (SANEPAR), promovida nesta sexta-feira, 14 de julho, pelo seu governo. 

Não é de hoje que os Sindicatos que representam os trabalhadores da Companhia denunciam o desmonte da Companhia pelo governo de Ratinho Junior.  A privatização da empresa é só mais um degrau na longa lista de sucateamento implementada por Ratinho com terceirizações de diversos setores da companhia, rebaixamento da renda dos trabalhadores e precarização das condições de trabalho.  Quando fortalecida, a Sanepar sempre foi referência de excelência pelos serviços prestados ao povo do Paraná. Inclusive, com  diversos prêmios de reconhecimento nacional e internacional. Visando atender interesses que não são da população do estado, Ratinho acabou com essa referência. Tudo para poder privatizar a empresa e favorecer seus pares do sistema financeiro. 

O resultado dos processos de privatização são conhecidos: tarifas abusivas, maus serviços prestados e a população abandonada. 

A FENATEMA já se articula para questionar o processo, feito às pressas e sem transparência, junto aos órgãos reguladores e demais instância de poder, como o Judiciário, o Legislativo e o Executivo federais. Não podemos ficar calados ante uma política que está voltada para interesses privados que não englobam a população brasileira e paranaense. Urge barrar já os processos de privatização se quisermos um Brasil soberano, independente e voltado para as necessidades de sua população. Nos unamos nessa luta!

DIRETORIA DA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM ÁGUA, ENERGIA E MEIO AMBIENTE – FENATEMA


VERGONHA: RATINHO VENDE PARTE DA SANEPAR PARA AEGEA

Consórcio liderado pela AEGEA vai comandar o saneamento em 16 municípios do Paraná. População pode se preparar para o aumento abusivo da tarifa



O consórcio liderado pela AEGEA, considerada a maior empresa privada de saneamento do Brasil, levou, na  tarde desta sexta-feira (14),  a concessão dos serviços de saneamento de 16 municípios do Paraná. O arremate aconteceu na Bolsa de Valores de São Paulo, com a presença do governador Ratinho Junior e do presidente da Sanepar, Claúdio Stábile. Essa é considerada a primeira Parceira Público Privado (PPP), do saneamento  Além desse lote, Ratinho já adiantou que pretende fazer mais dois lotes de PPPs da Sanepar até o final do seu mandato.

24 ANOS DE CONCESSÃO
O vencedor da licitação  vai comandar os serviços de saneamento por  24 anos e 5 meses de contrato. Serão atendidas no âmbito da PPP as cidades de Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Cerro Azul, Contenda, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Mandirituba, Morretes, Piên, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro e Tijucas do Sul.

O certame foi disputado por quatro consórcios, com a presença de grandes operadores locais do setor de saneamento, casos da Aegea e da Iguá, da multinacional espanhola Acciona e de um grupo de operadores de médio porte.

O consórcio vencedor,  liderado pela Aegea,  tem ainda a participação de Perfin e Kinea. É a mesma composição que venceu, por exemplo, o leilão de privatização da Corsan, a companhia gaúcha de saneamento, em 2022. O grupo ofereceu o valor de R$ 3,19, o que representa um deságio de 30,6% em relação ao preço de referência do edital.

SAEMAC AVISOU
“Infelizmente, está acontecendo aquilo que sempre denunciamos: o desmonte proposital das empresas públicas para atender interesses do capital financeiro. Ratinho Junior sempre deixou claro esse pano, porém, a população se deixou enganar. Inclusive, muitos saneparianos compraram o discurso desse governo. Nossa luta agora é para saber o que vai acontecer com a Sanepar  e os trabalhadores. É essa luta que deve unir os saneparianos para que não tenhamos mais nenhuma surpresa desagradável que venham atingir os empregos. Já estamos enviando oficio para a diretoria da companhia cobrando uma reunião urgente para esclarecimentos sobre o destino da empresa e dos trabalhadores”, resume o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin. 


ALERTA! RATINHO JUNIOR LEILOA SANEPAR NESSA SEXTA-FEIRA, 14 DE JULHO


A revista Veja noticiou nesta hoje que o governo do Paraná realiza, nesta sexta-feira (14), leilão da Sanepar, na Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo o texto, intitulado “Paraná faz primeira PPP do país depois de novos decretos do saneamento”, o Paraná lança a primeira Parceria Público Privada do setor no Brasil após o novo Marco Legal do Saneamento. 

Segundo o governo, serão repassados para o setor privado, por 24 anos,  16 municípios da Região Metropolitana de Curitiba e o litoral do estado (veja abaixo).

PRIVATIZAÇÃO É PRECARIZAÇÃO
Não é novidade para ninguém como as populações de cidades e estados que tiveram o setor de saneamento e distribuição de agua privatizado estão sofrendo com maus serviços e, principalmente, a explosão do valor da tarifa. Um exemplo é a população do estado do Rio de Janeiro que, após a privatização da CEDAE, tem sofrido com as tarifas abusivas, impostas pela Águas do Rio, a nova concessionária. Uma vergonha. 

Infelizmente, não é de hoje que o SAEMAC tem alertado para o perigo de se eleger governos com viés privatista. O Sindicato cansou de alertar para o risco do desmonte da Sanepar e a precarização dos saneparianos. Muitos fizeram questão de fechar os olhos para a situação, as vezes até desdenhando do alerta do Sindicato. Pois bem, tudo aquilo que o Sindicato denunciou, infelizmente, está se tornando realidade. É preciso que os saneparianos se unam para evitar retrocesso em cima de retrocesso. 

VEJA OS MUNICÍPIOS QUE TERÃO OS SERVIÇOS PRIVATIZADOS:

Adrianópolis (e distritos Capelinha, Villa Motta e Sete Barras);

Almirante Tamandaré;

Bocaiúva do Sul (e Distrito Barra do Capivari);

Campo do Tenente (e distritos Espírito Santo e Lajeado);

Campo Largo (e Distrito Bateias);

Cerro Azul;

Contenda (e Distrito Catanduvas);

Fazenda Rio Grande;

Guaratuba;

Mandirituba (e distritos Areia Branca dos Assis e Espigão das Antas);

Morretes (e distritos Sambaqui, Porto de Cima e São João);

Piên (e distritos Campina dos Maias, Gramados e Trigolândia);

Quitandinha;

Rio Branco do Sul;

Rio Negro (e Distrito Lageado dos Vieiras); e

Tijucas do Sul (e distritos Lagoinha, Tabatinga e Campo Alto).