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ALERTA: DIRETORIA DA SANEPAR USA PCCR IRREGULAR PARA DEMITIR EM MASSA

Mesmo derrotada duas vezes na Justiça, que já invalidou o plano, a diretoria já jogou na rua mais de 100 saneparianos


O Coletivo Sindical dos Trabalhadores da SANEPAR decreta estado de alerta máximo diante de mais de 100 demissões promovidas pela diretoria da Companhia. Sob o pretexto do PCCR, a empresa vem instaurando processos administrativos disciplinares em série para forjar justificativa a um verdadeiro enxugamento arbitrário do quadro de empregados.

O que deveria ser instrumento de desenvolvimento e valorização profissional foi sequestrado pela diretoria e transformado em arma de medo, perseguição e punição,  a mais grave ofensiva autoritária já registrada na história da Companhia contra seus trabalhadores.

Reunidos nesta quarta-feira (01/07), o SAEMAC e os demais sindicatos do Coletivo foram categóricos: nenhum trabalhador vai pagar a conta de erros de gestão, metas fantasiosas ou avaliações forjadas na subjetividade.

SAEMAC JÁ VENCEU DUAS AÇÕES QUE DERRUBAM O PLANO E A DIRETORIA IGNORA A JUSTIÇA
O uso do PCCR para essas arbitrariedades confirma, ponto por ponto, a denúncia histórica do SAEMAC: o plano nunca foi feito para motivar trabalhadores, e sim para blindar a política de precarização da empresa. Por isso o Sindicato recusou aprová-lo à época  e foi à Justiça.

O resultado: duas ações ganhas, com o plano formalmente invalidado. Mesmo assim, e em desrespeito frontal a decisões judiciais, a diretoria da SANEPAR segue usando o PCCR para demitir. É desacato à própria Justiça travestido de gestão de pessoas.

Diante disso, o Coletivo Sindical já notificou formalmente a Diretoria da SANEPAR, exigindo:

- Suspensão imediata de qualquer demissão ou PAD fundamentado no PCCR 2020;

- Abertura urgente de negociação com as entidades sindicais.

A EMPRESA DESCUMPRE ATÉ AS PRÓPRIAS REGRAS
Antes de qualquer punição, o regulamento interno da própria SANEPAR exige a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), garantindo ao empregado condições reais de correção. Pular essa etapa não é falha administrativa: é a empresa descumprindo sua própria norma para acelerar demissões.

Também não vamos aceitar que a Companhia jogue para debaixo do tapete a legislação trabalhista e as normas de saúde e segurança no trabalho. Se há queda de desempenho, a obrigação de investigar é da empresa: condições de trabalho, capacitação oferecida, organização das atividades e fatores psicossociais que afetam o trabalhador. Jogar toda a culpa em quem está na ponta não é avaliação de performance:  é injustiça, é violação de direitos, e não vai passar em branco.

Mais grave: paira a ameaça de dispensas em massa sem qualquer diálogo com os sindicatos. O Supremo Tribunal Federal  (STF) já pacificou o entendimento:  demissão coletiva exige negociação prévia com as entidades representativas. A SANEPAR não tem autorização para agir de forma unilateral, passando por cima da representação sindical e atropelando direitos conquistados em décadas de luta da categoria.

UNIÃO, MOBILIZAÇÃO E LUTA EM DEFESA DOS EMPREGOS AGORA
A hora é de união total. Ficar parado é apostar que a próxima demissão não vai bater na sua porta  e isso não é mais uma aposta segura para ninguém.

"É preciso que os saneparianos se unam agora para defender seus empregos e o sustento das suas famílias. Não vamos aceitar avaliações questionáveis sendo usadas para perseguir, punir ou demitir trabalhadores. Junto com o Coletivo Sindical, vamos adotar todas as medidas necessárias para defender a categoria, mas isso só funciona com o trabalhador junto. É o seu emprego que está em jogo, sanepariano. Vamos para a luta.", enfatiza o presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin. 

PRAZO PARA OPOSIÇÃO VAI ATÉ O DIA 10 DE JULHO

Trabalhador que não fizer oposição estará concorrendo a prêmios especiais 

O Sindicato informa que o prazo para as cartas de oposição referente ao PPR iniciam nesta quarta-feira (01/07). Conforme divulgado em EDITAL pelo SAEMAC, o prazo para oposição são de dez dias corridos ou seja, as cartas devem ser protocoladas no Sindicato até o  dia 10  de julho. 

O protocolo pode ser realizado das seguintes maneiras:

- Carta manuscrita entregue pessoalmente e diretamente ao representante sindical ou nas sedes do SAEMAC em Cascavel  e Curitiba.

- Por email (saemac@saemac.com.br), malote ou correios, desde que de forma manuscrita e com firma reconhecida

TRABALHADOR QUE NÃO FIZER OPOSIÇÃO CONCORRERÁ À PRÊMIOS
Os trabalhadores associados que NÃO APRESENTAREM CARTA DE OPOSiÇÃO DO PPR estarão automaticamente participando de um grande sorteio promovido pelo SAEMAC.

Além de contribuir para manter um Sindicato forte, independente e preparado para defender os direitos da categoria, você ainda concorre a prêmios incríveis.

PRÊMIOS

1º: MOTOCICLETA ZERO KM

2º: TELEVISOR 55 POL

3º CAIXA DE SOM JBL PARTYBOX

4º: TELEVISOR 40 POL

5º: CAIXA DE SOM JBL CHARGE 6B

FAZER OPOSIÇÃO É ENFRAQUECER A LUTA POR MAIS RENDA
Importante enfatizar que não fazendo oposição, o trabalhador está fazendo um investimento na sua melhoria de renda. É preciso consciência, pois nada dos benefícios que o trabalhador possui hoje vieram por “bondade” da diretoria da Sanepar. Foi preciso muita luta do movimento sindical e união dos trabalhadores para que tudo isso fosse possível, inclusive a distribuição igualitária do PPR. Mesmo deixando de ser obrigatória, o SAEMAC, na base da luta, garantiu em acordo coletivo a linearidade.

PPR LINEAR É FRUTO DA LUTA HISTÓRICA DO SAEMAC E REFORÇA IMPORTÂNCIA DO SINDICATO NA PRESERVAÇÃO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES


Nesta segunda-feira (29/06), os trabalhadores da Sanepar recebem o pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR), uma conquista que representa muito mais do que um benefício financeiro. O pagamento reforça a importância da mobilização sindical e da luta permanente para garantir que os resultados alcançados pela empresa sejam compartilhados de forma justa entre aqueles que constroem esse desempenho todos os dias.

Um dos principais marcos dessa história foi a conquista da distribuição linear do PPR, assegurando que todos os trabalhadores fossem valorizados de maneira igualitária. Esse modelo foi consolidado no  governo Roberto Requião que, em 2008, atendeu a reivindicação do SAEMAC e tornou Lei a distribuição igualitária do PPR nas estatais. 

Desde então, o SAEMAC tem mantido uma atuação permanente para preservar e valorizar esse direito, acompanhando as negociações, defendendo critérios justos e combatendo qualquer tentativa de reduzir ou enfraquecer uma das mais importantes conquistas econômicas dos empregados da Sanepar. 

Mesmo quando o governo Ratinho Junior extinguiu, de forma autoritária, a lei da distribuição igualitária,  o SAEMAC foi firme na luta para garantir a linearidade através dos Acordos Coletivos de Trabalho. 

O presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin, reforça que o pagamento do PPR também é um momento de lembrar que nenhum direito surge por acaso.

"Cada pagamento do PPR representa o resultado do trabalho dos empregados e também da mobilização da categoria ao longo dos anos. A distribuição linear é fruto de muita negociação e luta sindical. É fato que se não fosse a atuação do Sindicato, hoje os trabalhadores receberiam esse direito num valor reduzido.  Por isso é importante ter um Sindicato forte para preservar os direitos”, enfatiza Picinin. 

CARTA DE OPOSIÇÃO ENFRAQUECE A LUTA
É por isso que o Sindicato busca conscientizar os trabalhadores que as cartas de oposição são uma forma de enfraquecer a luta. Sem uma entidade sindical forte, o trabalhador fica desprotegido tendo direitos reduzidos  e condições de trabalho precárias. Se com o Sindicato, a luta nesse sentido é arduá e difícil, imagine sem o Sindicato. Fica a reflexão.


SAEMAC COBRA TRANSPARÊNCIA DA SANEPAR E NÃO ACEITARÁ PREJUÍZOS AOS TRABALHADORES EM MUDANÇAS NO PAGAMENTO DE QUILOMETRAGEM


O SAEMAC protocolou ofício junto à Sanepar, nesta quinta-feira (25/06) cobrando explicações da Sanepar sobre mudanças nos critérios utilizados para o deslocamento de empregados em serviço e no pagamento da indenização por quilometragem. A entidade recebeu denúncias dos trabalhadores de que, em algumas localidades, a Companhia teria deixado de disponibilizar veículos oficiais, passando a exigir a utilização de veículos particulares, além de alterar os critérios para cálculo dos trajetos indenizáveis. 

Para o Sindicato, qualquer alteração que represente transferência de custos ao trabalhador ou redução de direitos precisa ser amplamente esclarecida e debatida.

Dessa forma,  o SAEMAC solicita informações sobre a política adotada pela empresa, os fundamentos técnicos das mudanças, os critérios atualmente utilizados para calcular a quilometragem, eventuais revisões dos trajetos indenizáveis e se houve estudo de impacto financeiro antes da implementação das alterações. 

O presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin, reforça que o Sindicato está atento e não permitirá que os trabalhadores arquem com prejuízos decorrentes de decisões administrativas.

"O trabalhador não pode pagar a conta por mudanças feitas pela empresa. Se houve alteração nos critérios de deslocamento ou no cálculo da quilometragem, a Sanepar precisa explicar de forma transparente quais foram os motivos e garantir que nenhum empregado seja prejudicado. O SAEMAC acompanhará esse tema de perto e tomará todas as medidas necessárias para defender os direitos da categoria", enfatiza, Picinin. 

O papel do Sindicato é fiscalizar permanentemente as relações de trabalho e agir preventivamente sempre que houver indícios de medidas que possam afetar a remuneração ou as condições de trabalho dos empregados.

O SAEMAC destaca que o protocolo tem justamente esse objetivo: garantir transparência, preservar os direitos da categoria e evitar que trabalhadores utilizem seus próprios veículos para atender às necessidades da empresa sem a devida compensação financeira. 

A entidade agora aguarda a resposta oficial da Sanepar e, a partir das informações prestadas pela Companhia, avaliará os próximos encaminhamentos. O Sindicato reafirma que continua vigilante  para impedir qualquer medida que represente perdas aos trabalhadores, mantendo seu compromisso permanente com a defesa da categoria.

PRESIDENTE DA SANEPAR DIZ À CNN QUE PRIVATIZA A EMPRESA NÃO É MELHOR MODELO


Em entrevista à CNN, o presidente da Sanepar, Wilson Bley, afirmou que a privatização da empresa não é o melhor modelo para o Paraná neste momento. Segundo ele, a companhia apresenta resultados consistentes, possui capacidade própria de investimento e não enfrenta dificuldades que justifiquem a venda do controle acionário.

Bley destacou que a privatização poderia gerar apenas uma arrecadação pontual ao Estado, sem garantir melhorias permanentes nos serviços prestados à população. Ele também defendeu que a gestão do saneamento deve considerar as características e necessidades específicas do Paraná, e não simplesmente reproduzir modelos adotados em outros estados.

Atualmente, a Sanepar atende 99% da população com abastecimento de água e cerca de 83% com coleta de esgoto, além de trabalhar para antecipar a universalização dos serviços para 2029, quatro anos antes da meta nacional estabelecida pelo novo marco legal do saneamento.

Para o presidente da companhia, manter a Sanepar sob controle público é a melhor alternativa para garantir planejamento de longo prazo, investimentos contínuos e a preservação de um serviço essencial para a população paranaense.