Mais uma vez, parlamentares inimigos do povo demonstram o desprezo pela classe trabalhadora ao proporem emendas que aumentam a jornada de trabalho das atuais 44 horas para até 52 horas e retiram as conquistas previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
Enquanto centrais sindicais, movimentos sociais e 71% da população querem reduzir a jornada e acabar com a escala 6 x1, eles apoiam jornadas exaustivas de até 52 horas que, na prática, regridem a legislação trabalhista em 38 anos – a jornada máxima semanal de 44 horas teve início em 1988.
Além disso, a emenda assinada propõe ainda:
- Adiar para 2036 o fim da escala 6x1
- Redução da contribuição patronal do FGTS de 8% para 4%.
- Zerar temporariamente a contribuição empresarial à Previdência para novas contratações.
Após todos esses anos de luta da classe trabalhadora, quando finalmente a escala 5x2 com redução de jornada para 40 horas semanais sem redução salarial está próxima de ser aprovada pelo Congresso Nacional, 163 parlamentares, sendo a maioria de partidos de direita e extrema direita que se opõem ao governo Lula, não se envergonharam em assinar as emendas que precarizam as condições de trabalho. Uma vergonha.
