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SITUAÇÃO EM PONTA GROSSA NÃO É CULPA DO TRABALHADOR SANEPARIANO



A indignação da população de Ponta Grossa com a demora para a solução do problema de falta de água na cidade é justíssima. Porém, às vezes, a população e até a própria mídia acabam mirando sua revolta para o lado errado: o trabalhador da Sanepar, que é quem está na linha de frente da empresa em contato direto com o contribuinte.  Aí é que está o equívoco.

Infelizmente, o trabalhador da Sanepar tem exercido sua função no limite. Falta de pessoal, acúmulo de função, rebaixamento da renda, gestão desarticulada, insegurança, falta de um concurso público de verdade,  são alguns dos fatores com os quais os saneparianos tem de lidar todos os dias. Problemas enfrentados também pelos terceirizados, mal remunerados, mal treinados, com falta de equipamentos e condições de trabalho precarizadas sem contar a alta rotatividade, situação que impacta diretamente na qualidade da mão de obra.

O resultado disso é o que estamos vendo em Ponta Grossa ou vimos recentemente em Curitiba com a crise da leitura ou no interior do estado, onde os produtores rurais estão indignados com as frequentes quedas de energia da Copel privatizada e que tem acarretado em enormes prejuízos com a perca da produção.

Toda essa situação, que está cada vez mais se tornando frequente, é fruto da política de sucateamento das empresas públicas que, ano após ano, vem sendo implementada pelo governador. É uma política que está fazendo ruir o bom nome que empresas como Sanepar e Copel sempre tiveram graças à excelência dos serviços que prestavam. É o legado da política de precarização, terceirização e privatização do governo Ratinho Junior. Uma vergonha.


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