PARA FUGIR DA SUA RESPONSABILIDADE, DIRETORIA DA FUSAN APELA PARA CHANTAGEM BARATA


A nota da diretoria da Fusan sobre a denuncia do Sindicato da cobrança de juros abusivos  em cima dos trabalhadores choveu no molhado. Escreveram um textão para não dizer nada com nada, como sempre apelando para o jogo de empurra, como se a diretoria da Fusan fosse refém da situação. Coitadinha. A impressão que ficou da nota é que tentaram jogar a culpa dos juros abusivos no  sanepariano que faz empréstimo.  Não bastasse a incoerência da tentativa de troca de responsabilidade, para coroar ainda apelam covardemente para chantagem barata com a ameaça de encerrar a linha de crédito. Essa atitude é praticamente uma autoconfissão da incompetência da diretoria. Incapaz para lidar com os problemas que se apresentam, parte para o radicalismo com o intuito de punir quem apontou o problema. Em vez de tomar vergonha e vestir a roupa para esconder a própria nudez, quer punir aquele que lhe mostrou que estava nu. Mais autoritário que isso impossível. 

Arrogantemente, se  exime da responsabilidade, dizendo que o trabalhador não é obrigado a pegar a empréstimo. Ora, para a diretoria executiva da Fusan, que recebem um salário  quase vinte vezes maior que  o do trabalhador, é muito fácil falar.  Diante da situação atual do país, a função da Fundação seria de prestar auxílio  ao seu conveniado e não lhe arrancar o couro como tem acontecido. Hoje, a realidade do trabalhador que entra num empréstimo da Fusan é nunca mais sair dele. A parcela praticamente fica incorporada ao holerite.  O sanepariano paga  e a conta não baixa. É uma bola de neve sem fim. 

É muito fácil pegar o dinheiro do trabalhador, emprestar para ele,  cobrar juros altos em cima do dinheiro dele e ainda achar ruim quanto o trabalhador reclama. Para quem está la em cima recebendo um salarião, pago com juros cobrados do contribuinte sanepariano, é muito fácil falar arrogantemente que se estão achando ruim que não peguem empréstimo.   É preciso que a diretora presidente saia do salto e se atente que quem paga o altíssimo salário dela e de toda a diretoria executiva da Fundação é o trabalhador sanepariano. Ela não está fazendo nenhum favor ou caridade. O dinheiro sob sua responsabilidade não é dela, é do trabalhador sanepariano. E o sanepariano quer uma administração competente em cima desse dinheiro. 

Coisa que não está acontecendo como mostra a nota da Fusan em outro ponto quando diz que as custas dos processos judiciais oneram  a todos os trabalhadores. Ora, mais uma vez, querendo jogar a falta de capacidade nas costas dos outros. Não tem administração nenhuma, está prejudicando os trabalhadores e quer que o povo fique quieto? É muita cara de pau. Se fizesse as coisas direito, não existiriam processos. Se o caixa da Fundação está sendo onerado por processos deve-se única e exclusivamente a falta de competência e má administração da atual diretoria que força para que isso aconteça. 

Além disso, se  a diretoria da Fusan não quer processo, basta que reconheça o erro e devolva aquilo que foi cobrado ilegalmente do trabalhador, evitando-se assim os custos do litigio. O que passa disso é má fé da diretoria. O  SAEMAC deixa bem claro que vai lutar para  exigir a devolução dos juros e taxas que foram cobradas de forma abusiva e ilegal do trabalhador. Na nota disseram que não  receberam nenhuma notificação oficial sobre o processo. Ora, esse papo esta mais para  tentativa da diretoria de querer passar um facão para encobertar o assunto e sair pela tangente. O fato é que a citação do processo já foi expedida no último dia 27 de agosto. 

Enfim, fizeram uma nota longa para dizer que não irão fazer nada quanto a situação dos trabalhadores. Os juros abusivos para pagar ao altos salários vão continuar. A culpa sempre vai ser dos outros. É uma diretoria arrogante, que se apegou ao cargo de maneira tal que não admite contestação. Não dava para esperar outra atitude  de quem apelou para alteração do estatuto da entidade, na calada da noite, para se manter no cargo. Tudo com a conivência da diretoria da Sanepar, que fechou os olhos para a situação, como já denunciou o SAEMAC. Falta moral. Falta transparência. Faltam novas ideias. 

Se fosse para ter uma diretoria que não assume nenhuma responsabilidade, era melhor dar a faixa de presidente para um cone. Seria bem mais barato e o contribuinte não teria que ficar ouvindo arbitrariedades e desaforos como se a culpa da má gestão fosse dele. 


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