É, a sede da FUSAN está vendida. O anúncio da venda foi feito no último dia 24 de novembro. Segundo o comunicado do governo, o prédio foi vendido para a Junta Comercial do Estado (JUCEPAR). A notícia foi muito comemorada pelo governo do Estado e pela JUCEPAR. Foi difundida na Agência de Notícias do Estado e para vários veículos de imprensa como uma grande conquista da Junta Comercial, que vai melhorar os atendimentos e fortalecer o nome da instituição governamental.
Pois é, enquanto uns riem, outros choram. Enquanto a JUCEPAR celebra a conquista da sua nova casa, o trabalhador sanepariano, contribuinte da FUSAN\FUNDAÇÃO, fica a ver navios, sem um local próprio para atendimento, vendo o patrimônio construído com seu dinheiro ser dilapidado. Incrivelmente, até agora a diretoria da FUSAN\FUNDAÇÃO não sabe para onde vai. É mole? Viraram um bando de sem teto de luxo. Não tem onde ficar, mas os altos salários e demais benesses continuam caindo na conta. Entregaram o prédio da instituição por R$ 10 milhões, dinheiro que não cobre nem o rombo de R$ 80 milhões anunciado em 2022. E agora vão precisar gastar a grana com aluguel. Mas, claro, para a diretoria isso não é um problema, afinal, o dinheiro não sai do bolso deles, o contribuinte sanepariano que pague.
O fato é que o jogo foi tão bem amarrado que o prédio saiu da mão do trabalhador sanepariano e foi para a mão do Estado. Afinal, o governador em exercício, Darci Piana, é amigo do pessoal da JUCEPAR, amigo também do pessoal da diretoria da FUSAN|FUNDAÇÃO e é aquela coisa, né.... tem situações em que a frase “amigos, amigos, negócios à parte”, não se aplica. Às vezes, a amizade é um grande pulo do gato para realização de negócios.
Assim, como o governo comemorou a notícia da aquisição da JUCEPAR, nós também, não podemos deixar de dar os parabéns para diretoria da Junta Comercial. Afinal, foram espertos. Viram uma oportunidade e não titubearam. Isso sim é gestão eficiente. Uma diretoria que é comprometida busca aumentar o patrimônio, não causa rombo, busca sempre melhorar os serviços e não piorá-los. Isso se chama competência. Mas é aquela coisa, né: tem gente que tem e tem quem não tem. Quem paga o pato da falta de competência é o contribuinte sanepariano que está na rua agora. Uma vergonha.
