Evento reuniu sindicatos do saneamento de vários estados do país para debater a luta contra os ataques às empresas públicas do setor
O diretor presidente do SAEMAC, Rodrigo Picinin, participou, nesta quarta-feira (14), de forma online, do debate “Em defesa do Saneamento Público e da Sabesp Pública”. Organizado pelo Sintaema – Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – o objetivo do evento foi debater a luta contra os ataques às empresas públicas do setor que vem ocorrendo não só no estado de São Paulo, mas também contra as estatais dos demais estados do Brasil.
O debate girou em torno das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores das empresas públicas do setor do saneamento que passam por um período difícil devido a política de sucateamento e privatização a que as estatais estão submetidas pelos atuais governos.
“Na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), os trabalhadores tem sofrido um processo de precarização efetiva à anos. O resultado dessa política é o corte de direitos , o rebaixamento da renda do trabalhador e as estatais a serviço somente do sistema financeiro através da imposição de tarifa abusivas para os trabalhadores. Nem bem acabou o período eleitoral e o governo reeleito no Paraná já privatizou a Copel (Companhia de Energia do Paraná) e agora encaminha um projeto de privatização também das escolas e dos hospitais públicos. É um momento grave pelo qual estamos passando”, disse Rodrigo Picinin.
O presidente do SINTAEMA, José Antônio Faggian, também relatou as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores em São Paulo. “Temos um governador eleito que não conhece o estado pois, simplesmente, caiu de paraquedas em São Paulo. Nem assumiu ainda e já declarou sua intenção de privatizar a SABESP, a maior empresa de saneamento do Brasil. Uma vergonha”, disse Fagian.
Os trabalhadores do setor no Rio Grande do Sul também passam por um momento difícil com o andamento da privatização da Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento). “O governo eleito é oposição ao governo Bolsonaro mas apoia e vai continuar com o processo de privatização da empresa. Temos mobilizado a sociedade para questionar a privatização da companhia, implementada de uma forma acelerada, sem qualquer debate e transparência”, resumiu Arilson Wünsch, presidente do SINDIÁGUA – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Água e Purificação do Rio Grande do Sul.
