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OLHO ABERTO, SANEPARIANO: TEM TRAÍRA NA EMPRESA



Onde há fumaça, há fogo. Postagem do deputado Luiz Cláudio Romanelli  mostrou o presidente da Sanepar, o senhor Claudio Stábile, participando de uma reunião de Ratinho Junior com representantes de empresas internacionais ligadas ao setor de energia elétrica. Provavelmente, o encontro tratava da entrega,  a preço de banana, da Copel para o setor financeiro. A presença do cara que deveria cuidar da Companhia de Saneamento do Paraná em tal reunião não é um bom sinal para os saneparianos. Na verdade é uma vergonha e só evidencia o descompromisso do sujeito com a companhia construída pelo povo do Paraná. Não à toa, temos visto como tem tratado os saneparianos no últimos quatro anos: com congelamento de salários e corte de direitos. Enquanto age assim com os trabalhadores abre as pernas para os acionistas da empresa. Uma postura vergonhosa. 

A presença do presidente da companhia em tal reunião deve ser vista com preocupação pelos trabalhadores da Sanepar. Isso só evidencia como ele concorda com o  desmanche das  empresas públicas e do detrimento da população do Paraná. Infelizmente, parece ser um presidente formado na fracassada escola neoliberal tupiniquim do “estado mínimo”, uma fantasia que está sendo desmascarada pela realidade como mostram as reestatizações que a França e Alemanha tem realizado no seu setor de energia. O fato é que o tal do “estado mínimo” só favorece o rentismo sem produzir nada para a população de um país.  Por isso, não deixa de ser uma tremenda trairagem com os trabalhadores da Sanepar a participação do presidente da empresa em uma reunião como essa. É obvio que está mais preocupado em defender o cargo e as benesses  com em manter um compromisso com a história da empresa e com o povo do Paraná.  

É uma situação  que evidencia o risco da privatização da empresa. As atitudes de Ratinho Junior nos últimos dias, de programar a privatização da Copel e a terceirização dos hospitais públicos  e das escolas estaduais mostram como o governador está de joelhos para o sistema financeiro. E se o chefe está assim, imagine os seus lacaios. 

É notório que privatização significa precarização e  desemprego. Por isso, a  participação do presidente da companhia nessa reunião não deixa de ser uma tremenda traição aos saneparianos. Nossa resposta, se realmente amamos a empresa, deve ser o desprezo a esse tipo de gente, inclusive nos corredores da empresa. Quem cria cobra corre o risco de morrer picado. Nunca um ditado popular foi tão fiel com a realidade da Sanepar. 


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