Diversos trabalhadores tem procurado o SAEMAC para relatar a sua frustração com as notas, ou falta delas, que tiveram no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração da Sanepar. Muitos denunciando que tiraram nota abaixo de 7 não conseguindo nenhum step. Não é para menos. O novo PCCR parece ter sido formulado mais para desmotivar do que premiar os trabalhadores. Não foram poucas as vezes que o SAEMAC se posicionou contrário ao modo como o novo PCCR estava sendo formatado, pois estava na cara que não traria benefício nenhum para os trabalhadores. Denunciamos diversas vezes que a sistemática implantada era mais voltada para impedir a progressão do que o avanço do sanepariano na carreira.
Várias vezes fizemos questão de mostrar os erros do plano deixando claro que o objetivo da diretoria não era o PCCR justo que recompensasse o esforço do trabalhador, mas sim um plano que interessava mais aos cofres da empresa. Apontamos como plano iria limitar a possiblidade de evolução nos steps; que a implantação de uma linha de corte variável faria com que o trabalhador, mesmo já tendo a sua nota, ficasse sem saber quantos steps iria alcançar; a falta de uma dotação orçamentária para que o trabalhador soubesse qual seria o valor destinado para as avaliações... enfim, fizemos questão de denunciar a total falta de transparência do plano. Incrivelmente, ao invés de melhorar, a diretoria conseguiu piorar o PCCR para os trabalhadores.
O resultado é que o PCCR virou mais um programa de desmotivação do que de motivação. O PCCR da Sanepar deve ser o caso único na história da gestão de pessoal que, ao invés de estimular o funcionário a vestir a camisa da empresa, o faz querer jogar fora essa camisa. Pasmem, a administração atual da Sanepar é um estudo de caso de como não gerir pessoal.
Enfim, somos totalmente compreensivos e solidários com trabalhadores e sua frustração em relação a falta de reconhecimento da empresa. O SAEMAC já está em contato com sua assessoria jurídica para ver a possibilidade de questionar esse novo sistema do PCCR que é mais uma prova do que temos denunciado a tempos: a diretoria vê o trabalhador como inimigo, um capacho que deve baixar a cabeça sem reclamar. É hora de acordar, trabalhador.
