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ATAQUE AOS TRABALHADORES: GOVERNO QUER ACABAR COM LEI DE DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA PPR

2020 pode não acabar para os saneparianos. Ou vamos pra luta ou vamos arcar com mais esse prejuízo na nossa renda



Vergonha! É a única palavra para definir a atitude do governador Ratinho Junior que buscou usar de falcatrua para tentar enganar os trabalhadores e acabar com a distribuição igualitária da PPR. No último dia 24 de novembro o  governo protocolou na Assembleia Legislativa, em regime de urgência,  o Projeto de Lei 657\2020 (confira a integra do projeto abaixo), que institui o programa Paraná Energia Rural Renovável de apoio a geração de distribuição de energia a partir de fontes renováveis para o setor rural do estado. Até aí, nada demais. Nos artigos seguintes o projeto discorre sobre como será o projeto, linhas de financiamento, a quem é destinado, etc. O problema,  e aí fica  explicita a malandragem do governo,  surge no artigo 9° que pede a revogação da lei 16.560, de 09 de agosto de 2010. Ora, essa é a lei que estipula  que “o montante total a ser distribuído do lucro ou resultado das empresas estatais, deverá ser igualmente dividido para que cada empregado receba a mesma quantia”, ou seja, trata-se da lei que estabelece a distribuição igualitária da PPR entre todos os funcionários das estatais. 

De forma malandra e sacana, Ratinho Junior pegou  um projeto com um assunto totalmente diferente e, pensando que ia enganar a todos, enfiou ali no meio um artigo que acaba com esse direito justo dos trabalhadores das estatais paranaenses. Uma ratazanisse do sr. governador. Pois caiu do cavalo. Vigilante, o SAEMAC descobriu a tramoia e já se mobiliza para lutar contra mais esse ataque aos trabalhadores. Já estamos entrando em contato com o governo e com os deputados da Assembleia para exigir a revogação desse artigo. Nessa luta, a participação do trabalhador vai essencial. O ano de 2020 não vai acabar para os saneparianos. Ou vamos para a pressão ou vamos arcar com mais esse prejuízo na nossa renda. Não podemos admitir isso. Se for preciso cruzar os braços,  vamos faze-lo. Vamos para a luta,  trabalhador.

Lei da distribuição igualitária é conquista da mobilização dos trabalhadores
A Lei 16.560\2010, que estabelece a distribuição igualitária da PPR nas empresas estatais, foi uma conquista alcançada com muito esforço e anos de luta do Sindicatos e trabalhadores. Antes da lei, a PPR era distribuída de forma proporcional, ou seja, quem ganhava mais recebia mais, situação que só beneficiava a diretoria. Aos demais trabalhadores ficava a raspa do tacho. Liderados pelo Sindicato, os trabalhadores começaram a pressionar o governo estadual e os deputados por uma lei que distribuísse de forma igual e justa a PPR. 

Requião da esporro ao vivo em presidente da Sanepar
Com a pressão,  o governador Requião determina ao presidente da Sanepar na época, Stênio Jacob, que faça a distribuição igual da PPR entre todos os trabalhadores. Stênio faz que sim com a cabeça, mas no bastidor bate o pé e não obedece a determinação. 

O ápice da luta é quando o Sindicato e diversos trabalhadores corajosamente invadem a reunião da Escolinha de Governo, que sempre tinha transmissão ao vivo para todo o estado, para exigir a distribuição igualitária da PPR. Visivelmente irritado, Requião dá um esporro em Stênio na frente de todo mundo e fala que se ele e seus diretores não obedecerem a determinação que se retirem da empresa. (CLIQUE AQUI PARA VER O VÍDEO)

 A ordem é acatada, mas o SAEMAC continua na luta até que o a proposta vire lei, o que aconteceu em 09 de agosto de 2010, resultando numa grande conquista para o trabalhador e estabelecendo justiça, pois todos se esforçam de maneira igual e devem receber igual. 

Agora, Infelizmente, o governo Ratinho Junior, como fica comprovado, quer acabar com esse benefício dos trabalhadores. Uma vergonha. 

Ir para a luta para enterrar o artigo
“Acabar com a lei da distribuição igualitária da PPR é um retrocesso, pois vai voltar a beneficiar somente o topo da empresa,  enquanto a maioria dos trabalhadores, que é quem coloca a mão na massa de verdade para fazer funcionar a empresa vai ficar no prejuízo  recebendo migalhas como era antigamente. Não vamos aceitar isso e já estamos nos mobilizando para excluir esse artigo do projeto. Contamos com o apoio do trabalhador. Ou vamos para a luta ou ficamos no prejuízo”, diz Rodrigo Picinin, atual secretário geral e presidente eleito para dirigir o Sindicato há partir do próximo ano. 


CONFIRA A INTEGRA DO PROJETO DO GOVERNO QUE REVOGA A LEI QUE ACABA COM A DISTRIBUIÇAO IGUALITÁRIA DA PPR:







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