Enquanto jorra recursos para a diretoria e os acionistas, trabalhadores e população vivem com migalhas e o ônus da conta alta


Você companheiro trabalhador bem sabe a luta que temos todos os anos para conquistar um aumento real nos salários durante a renovação do ACT na maioria das vezes mesmo com muito esforço não passamos daquilo que é garantido por lei que é a correção de acordo com a inflação.

A Diretoria, no entanto, segue trabalhando a passos lentos quando o assunto é o ACT, mas não é pra menos, deve estar muito ocupada com o novo aumento das tarifas de água, mais de 12% definido pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná na noite da última segunda-feira, dia 15, e que deve entrar em vigor em breve após a publicação no Diário Oficial. Apesar de ser o maior percentual de reajuste dos últimos quatro anos no Estado, este reajuste é frustrante para a Diretoria da Empresa, pois queria o adiantamento total do percentual de 25,63% escalonado em 8 anos, definido pela Agepar em 2017. Claudio Stabile, o atual presidente da SANEPAR, há poucos dias defendeu a possibilidade de antecipar o aumento escalonado na tarifa de água. Segundo ele, a empresa estuda uma proposta em que o reajuste de 25,63%, seja aplicado em 2 ou 3 anos. O mais engraçado é que ele defende esta antecipação de aumento como uma atitude benéfica para população. Dá pra acreditar???

Mas dentro da Diretoria quando o assunto é valorização do quadro de trabalhadores, mil desculpas são apresentadas para não aceitar de pronto o que foi solicitado. Um dos entraves que é colocado pela Diretoria da Empresa, é a necessidade de aprovação da CCEE (Conselho de Controle das Empresas Estaduais). Pois bem neste ano solicitamos além da correção salarial pelo INPC, um acréscimo de 5,12%, valor que corresponde ao valor do reajuste da tarifa de água deferido pela Agepar em 2018. Apesar de ser um valor irrisório se comparado ao montante arrecadado pela SANEPAR nos últimos anos, a Comissão de Negociação Sindical já colocou dificuldades em avanços referentes ao ganho real em nosso ACT.

Curiosamente o mesmo Conselho que é o entrave nas negociações com os trabalhadores se torna um facilitador, quando o assunto é melhoria salarial para os mandachuvas da Companhia de Saneamento do Paraná, e que, diga-se de passagem, que já recebem pomposos salários comparados com o trabalhador normal. Isso por que uma matéria publicada pelo site Plural traz a tona uma solicitação da Diretoria para aumentar em mais de 12% o valor global da remuneração dos conselheiros, diretores e membros de comitês da estatal. Pasmem-se, mas esse valor é três vezes maior do que a inflação acumulada para o período, cerca de 4% seguindo o INPC. Diante disso, nobres trabalhadores, é clara a intenção desta diretoria em sacrificar todo um quadro de trabalhadores frente a um Acordo Coletivo para satisfazer um pequeno grupo que hoje detém o comando da empresa.

Essa Diretoria mesmo sendo nomeada pelo Governo do Estado anda na contramão do que prega e do que foi prometido durante a campanha para o Governador do Estado, uma vez que uma das primeiras atitudes do Ratinho Junior, ao assumir o comando do Paraná foi congelar o seu salário, o do Vice e dos seus Secretários de Estado com a justificativa de reduzir gastos. Contraditório, não é mesmo?!

Contraditória também é a postura do Governador que enquanto Deputado votou favorável pelo reajuste salarial do funcionalismo público, posição que sustentou durante a campanha, conquistando inclusive apoio de uma parcela destes trabalhadores, mas agora, pouco mais de 100 dias desde o início do mandato afirmou que os servidores não terão reajuste esse ano. Durante a campanha eleitoral do ano passado, Ratinho prometeu pagar data-base, disse ainda que um dos primeiros atos do seu governo seria sentar com os lideres sindicais, para negociar o percentual a ser concedido nos quatro anos de mandato, mas até agora isso não aconteceu. O que o Governo e sua equipe têm sinalizado até o momento são apenas planos para retirar direitos do funcionalismo, como as licenças especiais e o quinquênio.

Então nobres trabalhadores, diante de todos esses fatos a certeza é que tanto dentro da empresa quanto em nível de Governo, a única coisa que funciona é o discurso, pois as ações que visam trazer benefícios e valorização para os trabalhadores ao que tudo indica estão mais fáceis de serem atendidas se pedidas diretamente ao bom velhinho. Então companheiros, se vocês não acreditam em Papai Noel, é bom começar a acreditar.

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