A desconstitucionalização e privatização da Previdência Social


Nos últimos anos temos presenciado desmontes sociais e trabalhistas que afetam diretamente o povo brasileiro. Em 2016 a PEC do Teto limitou os gastos públicos com políticas sociais. Em 2017 tivemos a Lei da Terceirização e a Reforma Trabalhista e desde o ano passado vem se discutindo a Reforma da Previdência, que começou a tramitar efetivamente no Congresso Nacional em fevereiro deste ano e que vem causando uma grande mobilização contra a sua aprovação nas mais variadas esferas sendo, inclusive, tema de um debate realizado no dia 04 de abril pelo Dieese com participação do SAEMAC. 

Muito tem se falado dos grandes prejuízos que a Reforma da Previdência irá causar, principalmente por que da maneira com que está sendo proposta visa acabar com alguns direitos relativos à saúde, a assistência social e demais benefícios, dentre eles a aposentadoria, hoje mantidos por um sistema de seguridade financiado por toda a sociedade, ou seja, governantes, empregadores e trabalhadores como um todo. Caso seja aprovada, a responsabilidade que hoje é dividida, passará a ser exclusiva dos trabalhadores, os quais irão acabar desamparados e expostos a condições de vida cada vez mais precárias. 

Mas por que penalizar o trabalhador comum, que em sua maioria se aposenta ganhando apenas um salário mínimo, se nem de longe essa é a causa do chamado “déficit” da Previdência Social? Conforme você pode conferir no material a seguir, produzido e disponibilizado pelo Dieese, os principais responsáveis por este “déficit” são as grandes empresas, dentre estas instituições financeiras, construtoras, entre outros que devem bilhões aos cofres públicos, inclusive à Previdência. 

No material a seguir, é possível entender o que a médio e longo prazo irá mudar com a Reforma e quais os prejuízos o trabalhador irá ter, seja aquele que está ingressando no mercado ou aquele está próximo a se aposentar.


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