Investimento duvidoso em uma usina de bioenergia gera prejuízo milionário aos cofres da SANEPAR

O Site Contra Ponto trouxe a tona recentemente informações que escancaram o descaso e a falta de responsabilidade no uso do dinheiro público.

Muito questionado desde sua concretização, em 2014, a sociedade entre SANEPAR e Cattalini para a criação de uma usina, a CS Bioenergia, para geração de energia através de gás produzido com material orgânico se mostrou um investimento caro e muito pouco lucrativo. Para se ter uma ideia, o investimento inicial da Companhia de Saneamento do Paraná, detentora, até então, de 40% do capital da empresa, foi de mais de R$ 100 milhões de reais para, como muito otimismo, gerar energia a partir de 2016 para cerca de 2.000 residências, um retorno muito baixo para o tamanho do negócio, mas nem isso aconteceu.

Com o andamento dos trabalhos a Cattalini chegou a pedir a Sanepar um empréstimo de R$ 10 milhões para investir em equipamentos e corrigir deficiências técnicas alegando impedimento de buscar a rede bancária por questões cadastrais. A SANEPAR negou, mas abriu a possibilidade de aumentar o investimento em troca ampliar o seu percentual na sociedade da empresa. Paira no ar, então, o primeiro questionamento desta história. Se nem o mercado financeiro deu credibilidade, porque a SANEPAR se propôs a fazer mais um aporte financeiro sabendo que a Cattalini não era uma empresa confiável para investimento conjunto?

O impasse entre os acionistas para a realização de mais investimentos e a falta de um acordo com a Copel para distribuição da energia produzida não tiraram a usina da fase experimental. Nem mesmo as bactérias responsáveis pela geração de gás escaparam, morreram todas com o resfriamento dos tanques de armazenamento. 

Uma avalanche de irresponsabilidade, má gestão e como consequência o acúmulo de prejuízos. Mas afinal, quem foram os reais beneficiados com tudo isso? Teria havido motivação política? Onde estão os órgãos fiscalizadores, como Ministério Público e Tribunal de Contas que permitiram que a situação chegasse a este ponto e nada fizeram? E a pergunta de mais de R$ 100 milhões de reais, quem vai arcar com o prejuízo milionário deste negócio duvidoso?

Perguntas ainda sem respostas, mas que já alimentam um rombo nos cofres da Companhia. Resta-nos aguardar os próximos capítulos desta história e esperar que esta conta não caia no colo do povo paranaense, o qual é, sem dúvida alguma, a maior vítima desta história.

Fonte: Contra Ponto


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