Disparidade de Renda

No dia 11 de abril do corrente ano, o UOL divulgou uma pesquisa do IBGE que mostra a concentração de renda no país em 2017.  Apesar de não serem novidade, os dados são alarmantes.

De acordo com o publicado na reportagem, uma minoria mais rica, formada por 10% dos brasileiros, detinha 43,3% da renda total do país e na outra ponta, os 10% mais pobres detinham apenas 0,7%. 

Considerando apenas os 1% que ficam no topo, a renda média foi de R$ 27.213,00 por mês, ou seja, 36,1 vezes a média recebida pela metade mais pobre da população, que ganhava R$ 754,00 por mês.

Como é possível observar, quando o assunto é renda, é gritante o abismo existente no Brasil. Infelizmente a classe dominante, em suma os grandes empresários, não apenas detêm a maior parte da riqueza, como são também os responsáveis por toda essa diferenciação, em virtude de não valorizarem seus funcionários, mantendo-os em condições de salário, vida e saúde, muito aquém para que tenham o mínimo necessário, a fim de que consigam dignamente suprir as necessidades básicas suas e de seus familiares.

Todavia, não podemos cair no conformismo, tendo em vista que essa questão a muito vem sendo discutida no SAEMAC. Motivo de luta constante da Entidade Sindical, por entendermos que esse é o caminho rumo à dignidade dos trabalhadores.

Como é de conhecimento de todos, há vários anos o SAEMAC vem batendo nessa tecla, tanto que na Pauta de Reivindicações com vistas à Renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho, vem constando uma Cláusula solicitando Aumento Linear, fazendo com que nenhum trabalhador da SANEPAR receba menos que 2,5 salários mínimos, ou seja, Aumento Linear de R$ 765,00 extensivo a todo o quadro de trabalhadores, o que representará um percentual de 1% ao mais alto salário e de 47% para a faixa inicial.

Enquanto representante dos trabalhadores, a Entidade Sindical SAEMAC continuará lutando no combate a essa desigualdade salarial, visando sempre à valorização dos trabalhadores, com melhorias significativas de suas condições de trabalho, salário, vida e saúde.

Para que isso aconteça, não depende somente do Quadro Diretivo e de Representação do SAEMAC, mas dependem muito do interesse, vontade de lutar e união de todos os trabalhadores.

Somente assim, conseguiremos fazer com que a frequente falta de sensibilidade e bom senso do Quadro Diretivo da SANEPAR deixe de existir e realmente adote uma forma de reconhecimento e valorização dos trabalhadores e não continue apresentando propostas “ESDRÚXULAS e RIDÍCULAS” como a apresentada para renovação do ACT 2018/2019 que inclusive encontra-se emperrado. Proposta essa, considerada um “ENGODO”, no intuito de induzir os trabalhadores, principais responsáveis pelo crescimento de desenvolvimento da empresa, a aceitá-la.

Enquanto não tivermos na SANEPAR uma Diretoria sensível e com espírito humanitário, que não se preocupem somente com a manutenção de seus astronômicos salários e em se promover politicamente, as coisas continuarão difíceis. Mas acreditamos em mudanças e com a união de todos os trabalhadores, conseguiremos atingir os objetivos almejados.

Caros companheiros, por estas e outras questões, não poderemos e muito menos deveremos abaixar a cabeça! Deveremos sim continuar insistindo e lutando para que possamos avançar em nossas conquistas. Afinal de contas, se não o fizermos, ninguém fará por nós. Se continuarmos imaginando que os outros irão se preocupar com nossa situação, muito em breve estaremos fadados a viver em condições degradantes, tamanha a disparidade que irá haver.

Portanto nobres trabalhadores, ou nos unamos e lutemos pra valer, ou a “vaca irá pro brejo” mesmo!

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