Metroviários suspendem greve em São Paulo até a estreia do Brasil na Copa

Os metroviários de São Paulo, em greve desde a última quinta-feira, decidiram suspender a paralisação por dois dias. Eles vão retornar imediatamente ao trabalho, mas marcaram nova assembleia para quarta-feira (11/6), véspera da abertura da Copa do Mundo. A categoria reivindica, entre outras coisas, a readmissão dos trabalhadores demitidos nesta segunda-feira (9/6) pelo Metrô.

Mais cedo, o superintendente regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros, disse que faltou pouco para que fosse fechado um acordo entre o Metrô e os trabalhadores em greve há cinco dias. A readmissão de 42 metroviários demitidos chegou a ser parcialmente aceita pelo Metrô mas, em seguida, foi recusada pelo Palácio dos Bandeirantes.

“Estranhamente nós tínhamos recebido um sinal verde (do secretário da Casa Civil, Edson Aparecido) para resolver isso, e discutimos exaustivamente. O presidente do Metrô Luiz Antonio Carvalho Pacheco concordou, exceto com duas pessoas, que não seriam readmitidas. Achamos que o acordo estava feito, mas quando foi consultar, o Palácio (dos Bandeirantes) disse não”.

“E nós ficamos aí três horas conversando com o Edson Aparecido o tempo todinho e, para decepção geral, o Palácio não fez nenhum gesto”, acrescentou Medeiros.

Presidentes de centrais sindicais, o presidente do Metrô, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o presidente do sindicato dos metroviários, Altino Prazeres, e Medeiros se reuniram na Delegacia Regional do Trabalho em São Paulo para tentar um acordo.

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