250 pessoas protestaram contra reajuste da tarifa de energia em Curitiba

Cerca de 250 manifestantes se reuniram na tarde desta terça-feira (24) em frente ao Palácio do Iguaçu, no Centro Cívico, para protestar contra o reajuste da tarifa de energia elétrica da Copel. O ato é promovido pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que já realizou uma manifestação pela manhã em frente ao prédio da companhia, no Batel.

De acordo com Nívea Diógenes, coordenadora do MAB, o reajuste médio de 35,05% aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é abusivo. “Não precisaria de reajuste”, afirma a coordenadora do MAB. “Com o preço atual da tarifa a Copel já tem lucros enormes”, completa.

Outra reivindicação do grupo, de acordo com Nívea, é que sejam tomadas medidas pela Copel para reparar os danos de quem foi afetado pela enchente causada pela abertura das comportas da Usina Salto Caxias, no Rio Iguaçu, no Sudoeste do Paraná, durante as chuvas da semana passada. O grupo luta por uma indenização aos moradores de áreas de usina. Além disso, pedem a reconstrução e reposição de toda a infraestrutura particular danificada.


Audiência Pública

Os manifestantes participam de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta quarta-feira (25), às 9h. Durante o encontro com os deputados, eles devem expor as reivindicações do MAB.


Outro lado

Em nota, a Copel informa que na manhã desta terça-feira (24) recebeu representantes da manifestação que ocorreu em frente à sede da empresa, em Curitiba. “A Companhia já está levantando informações com as prefeituras e a defesa civil da região da Usina Salto Caxias para avaliar quais famílias atingidas pelas enchentes foram prejudicadas pela abertura de comportas da hidrelétrica”, diz o texto.

A Copel reitera ainda que a abertura das comportas da Usina de Salto Caxias, no dia 7 de junho, foi corretamente autorizada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) para aliviar a pressão na barragem da Usina de Salto Caxias, última unidade na cascata do rio Iguaçu. O aumento da vazão foi repentino e violento, sem precedentes na história do rio Iguaçu, e não previsto pelos modelos meteorológicos do Simepar.

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