Ponta Grossa enfrenta greve no transporte coletivo

Cerca de 100 mil usuários estão sem ônibus da Viação Campos Gerais (VCG), empresa que faz o transporte coletivo em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, devido à greve dos funcionários da empresa. A paralisação começou a 0 hora desta segunda-feira (19) e mobilizou 100% dos motoristas e cobradores. A prefeitura credenciou 60 vans e 10 ônibus, que operam o transporte escolar no município e já estão cadastradas, para transportar os usuários da VCG.

A greve já tinha sido aprovada em assembleia pela categoria no último dia 12. Na manhã desta segunda-feira (19), a empresa entrou com dissídio coletivo para que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) intermedeie a negociação do reajuste salarial. Ainda não há decisão judicial.

A VCG já entrou, no sábado (17), com pedido de liminar no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, para que o Sintropas, sindicato da categoria, permita o retorno parcial dos ônibus nos horários de pico. Não há uma decisão judicial até o momento. A prefeitura também ajuizou uma medida cautelar para o retorno parcial da frota, mas não teve resposta judicial por enquanto.

Os grevistas estão concentrados em tenda armada em frente à garagem da VCG, com carro de som e banheiros químicos. A garagem é bloqueada com um ônibus articulado. A greve é por tempo indeterminado. O sindicato pede reajuste salarial de 20,7% e a empresa oferece 5,7%. A categoria também reivindica aumento de 100% no vale-alimentação, que hoje é de R$ 170 mensais.

O presidente do Sintropas, Ricardo Peloze, afirmou que a negociação durou 60 dias e não houve contraproposta da empresa. Sobre o pedido de dissídio, Peloze disse que ainda não foi informado oficialmente e vai encaminhar a decisão para o departamento jurídico do sindicato.

Conforme o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito de Ponta Grossa, Eduardo Kalinoski, os veículos cadastrados farão o transporte dos usuários da VCG no intervalo do atendimento aos escolares. Um decreto do prefeito Marcelo Rangel (PPS) determinou o valor máximo do serviço de R$ 5 por pessoa. Os veículos cadastrados fazem a linha entre terminais e de alguns pontos dos bairros até os terminais. “O serviço vai permanecer até que a frota volte parcialmente”, avisa Kalinoski.

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