Centrais sindicais defendem redução da carga de trabalho e correção do IR

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, apontou a redução da carga de trabalho (PEC 231/95), o fim do fator previdenciário (PL 3299/08) e a correção da tabela do imposto de renda como pontos importantíssimos da pauta do 1º de Maio.

Na comissão geral realizada nesta terça-feira (6) no Plenário Ulysses Guimarães, o vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Joilson Antonio Cardoso do Nascimento, assinalou que a redução da carga de trabalho de 44 para 40 horas teria um impacto mínimo para as empresas e uma evolução enorme na vida dos empregados.

Wagner Freitas defendeu ainda uma reforma tributária para que as grandes riquezas passem a ser tributadas, o que hoje não ocorre. Freitas também enfatizou a necessidade de se adotar a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a demissão sem justa causa.


Tabela do IR

O ex-sindicalista bancário e especialista em Ciências Políticas Francisco de Souza Andrade defendeu a correção da tabela de imposto de renda que, segundo ele, contém graves defasagens que remontam a 1999.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, também defendeu a correção da tabela, para ele um importante mecanismo de distribuição de renda. Gonçalves criticou a proposta do Poder Executivo de corrigir a tabela pela média da inflação. Segundo o sindicalista, pode haver índices melhores para a correção, mas ele não citou quais seriam. “Os trabalhadores almejam debater propostas para consolidar a justiça social.”

Outro a criticar o Executivo foi o presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Ubiraci Oliveira. Segundo ele, os sindicalistas tentam, em vão, desde o ano passado agendar uma audiência com a presidente Dilma Rousseff. Para ele, o governo deve deixar de fazer contingenciamentos, para conseguir por fim ao fator previdenciário.

A representante da entidade Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, também criticou o pagamento de dívidas, mas para ela os recursos deveriam ser usados em reajustes salariais para servidores públicos. Ela lembrou ainda que, “em pleno século 21 ainda temos trabalhos escravo, trabalho infantil, discriminação contra mulheres e terceirização”.

Joilson Nascimento criticou também a paralisação da reforma agrária e a falta de uma legislação mais dura contra o trabalho escravo.


Representação de parlamentares

Wagner Freitas lembrou que este é um ano eleitoral e sugeriu aos trabalhadores que levem em conta o posicionamento dos políticos quanto aos seus interesses na hora de votar. “Os trabalhadores votam em quem representa seus direitos e não nos interesses do patrão”, alertou o presidente da CUT.

O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Amauri Teixeira (PT-BA), também pediu aos trabalhadores que buscassem ampliar o número de deputados compromissados com as reivindicações da classe. “Precisamos avançar! Conseguimos muitos avanços do Estado, mas, infelizmente, avançamos muito pouco quando enfrentamos grandes empresas e menos ainda contra o capital econômico”, lamentou.

Amauri Teixeira prometeu por em pauta na comissão, ao longo do ano, propostas de interesse dos trabalhadores. Entre os avanços, ele listou a aprovação da emenda à constituição que assegura direitos trabalhistas para empregadas domésticas, “apesar de o Senado ainda não tê-la regulamentado”.

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