Greve dos Correios será decidida no TST na próxima quarta-feira

A greve nos Correios, que já se arrasta por 36 dias, deve ser decidida na próxima quarta-feira (12), às 15h30, no julgamento do dissídio coletivo entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e a direção dos Correios no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O sindicato da categoria no estado (Sintcom-PR) afirma estar organizando uma caravana para trabalhadores paranaenses acompanharem a sessão em Brasília.

A paralisação começou em 29 de janeiro, por suposto descumprimento do acordo coletivo pelos Correios, que fez alterações no plano de saúde dos trabalhadores consideradas, pela categoria, uma “terceirização” do benefício. Não houve negociação entre as partes desde então e nem acordo durante audiência de conciliação no TST. No ano passado, a categoria já havia ficado em greve entre setembro e outubro.

O Sintcom afirma estar catalogando situações que comprovariam irregularidades no plano de saúde, como usuários tendo que pagar para procedimentos que antes seriam gratuitos. Já a estatal afirma que não cobrará mensalidade de seus beneficiários e que nenhuma das cobranças tem a ver com a implantação da Postal Saúde.

Atrasos

No momento, 740 mil correspondências estão atrasadas no Paraná devido à greve. O número não é considerado expressivo pelos Correios pois representa metade de tráfego postal de um dia normal (1,3 milhão). A estatal afirma estar organizando mutirões para dar conta do atraso.

A adesão no começo da greve era mais quente e aos poucos foi diminuindo. Segundo o sindicato, hoje apenas 7,5% dos trabalhadores no estado estão parados - o equivalente a 500 funcionários. A estimativa dos Correios é de 4,92% de grevistas.

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