Funcionários do Metrô-DF cruzam os braços por 24 horas e pedem concurso público

A manhã desta segunda-feira (21/10) começou com um verdadeiro caos para muitos brasilienses por conta da paralisação dos funcionários da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF). Desde a meia-noite, o serviço foi suspenso e, segundo a assessoria de imprensa do Metrô-DF, apenas sete dos 24 trens circulam no DF. De braços cruzados, os metroviários só devem voltar ao trabalho após 24h de paralisação.

Os trens em funcionamento seguem lotados e o tempo de espera entre um e outro chega a 30 minutos. Muitos usuários desse transporte público recorrem aos ônibus ou seguem de carro. Durante uma das viagens, um passageiro chegou a quebrar o vidro de uma das janelas do vagão, na altura da Estação Arniqueiras. O trem parou e um funcionário do Metrô-DF acompanhou a viagem até a Estação Central, onde a composição foi recolhida e trocada por outra.

Manifestação por concurso

Cerca de 100 pessoas realizam um protesto em frente ao centro administrativo do Metrô, em Águas Claras. Os manifestantes que aderiram à paralisação barram a entrada de funcionários dos setores administrativo e operacional no prédio.

A principal reivindicação, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô/DF), é a realização de um concurso público para provimento de 232 vagas. O GDF havia autorizado o certame na edição de 19 de novembro de 2012 do Diário Oficial do DF, cujo edital deveria ter sido lançado em setembro.

A assessoria de comunicação da Secretaria de Administração Pública local (Seap) havia informado anteriormente que o edital será publicado no dia 13 de dezembro. A previsão é de que os salários ofertados no concurso variem entre R$ 2.916 e R$ 7.020. O último concurso do Metrô-DF foi realizado em 2009, com oferta de 731 oportunidades. Na época, a remuneração variou de R$ 960,84 a R$ 2.985.

Os servidores alegam que falta gente para trabalhar, e que o governo resolve o problema com funcionários terceirizados. A categoria pede para que todos sejam concursados. O governo já anunciou que terá um concurso público, porém, não há data marcada.

Pressão por resposta

Segundo a categoria, se até às 17h desta segunda-feira (21/10), o governo não apresentar proposta para aumentar o efetivo do metrô por meio de concurso público, será iniciada uma greve por tempo indeterminado.

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