Falta de pagamento leva a paralisações de motoristas de ônibus

A falta de pagamento de horas extras e ausência de repasse do recurso do plano de saúde foram os principais motivos que levaram os motoristas de ônibus da garagem do Setor de Oficinas Sul da empresa Viplan, no Distrito Federal, a uma paralisação no início da manhã desta quarta-feira (9/10).

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, o dinheiro do plano de saúde deveria ser repassado pela empresa que, por sua vez, deveria receber o recurso do Departamento de Trânsito Urbano (DFTrans). A autarquia, entretanto, alega que houve descumprimento de convenção coletiva, por parte da empresa.  

Segundo o sindicato, os rodoviários voltaram ao trabalho ainda nesta manhã, após um acordo com a Viplan, que teria se comprometido a pagar as horas extras e parte do plano de saúde dos funcionários até o final desta semana. O Correio entrou e contato com a empresa, mas não houve resposta até a publicação da matéria.

Atraso em repasse: outro caso

Já a paralisação dos rodoviários da cooperativa Alternativa, em Brazlândia, continua. Os motoristas de ônibus reivindicam o pagamento dos salários atrasados. Na semana passada, os funcionários da cooperativa já haviam cruzado os braços. Na ocasião, a Alternativa afirmou que o pagamento estava atrasado, pois eles dependiam do subsídio recebido mensalmente pelo DFTrans.

O diretor do DFTrans havia informado ao Correio que até o final da semana passada a situação estaria resolvida. Contudo, a assessoria de imprensa informou que houve atraso no repasse do subsídio - que só foi entregue nessa terça-feira (8/10).

Segundo o DFTrans, o repasse refere-se ao subsídio dos Portadores de Necessidades Especiais (PNE) e ao Passe Livre Estudantil (PLE). A autarquia lembra ainda que os auxílios representam menos de 20% da receita, não podendo servir de justificativa para o atraso do pagamento dos funcionários. 

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