90% dos petroleiros aderem à greve no Paraná

A adesão dos petroleiros do Paraná à greve por tempo indeterminado chegou ontem a 90%, no dia em que ocorreu o leilão do Campo de Libra, no pré-sal da bacia de Santos. A paralisação no Estado começou na última quinta-feira.

Os locais que foram atingidos com a mobilização no Estado foram a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a Usina do Xisto em São Mateus do Sul e o Terminal Aquaviário da Petrobras Transporte (Transpetro) de Paranaguá (Tepar). Na refinaria está concentrado o maior número de trabalhadores com 950 funcionários. Na Usina do Xisto são 500 e na Transpetro 300.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro) do Paraná e Santa Catarina, Anselmo Ruoso, a greve já estaria afetando a produção da Repar. Além do leilão, outro motivo que levou a categoria entrar em greve foi a reivindicação de 11,6% de aumento salarial, com aumento real de 5%, e o pedido de arquivamento do Projeto de Lei 4330, que trata da lei da terceirização.

A Petrobras informou que está trabalhando em regime de contingência e que a produção está normalizada. A companhia esclareceu ainda que não há falta de nenhum produto no mercado. Ontem, a empresa também se reuniu com os sindicatos para dar continuidade à negociação salarial.

 Fonte: Folha Web.

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