Mobilização contra a MP 844/18 foi realizada em Curitiba

Hoje é um dia de luta e resistência em meio a tantos ataque do atual Presidente da República, Michel Temer, aos trabalhadores e agora, mais precisamente, ao setor de saneamento e a população de baixa renda de nosso país.

A MP 844/2018, editada em 6 de julho do corrente ano, visa entregar nas mãos da iniciativa privada a prestação do serviço de saneamento, tratamento e distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto.

Esta medida, editada as pressas e sem nenhuma urgência que a justificasse, atende ao interesse do capital privado e enfraquece as empresas públicas, dessa forma haverá concorrência pelos municípios mais rentáveis enquanto aqueles menos lucrativos ficarão entregues ao setor público que sem o mecanismo que permite que as cidades mais lucrativas subsidiem as deficitárias não terá condições de manter um serviço de qualidade, muito menos de realizar investimentos. Entre as consequências deste desatino, o aumento nas tarifas e o aparecimento de doenças motivadas pela precariedade no tratamento de água e esgoto e os maiores prejudicados, como sempre, serão os moradores destas pequenas localidades, em especial as famílias mais carentes.


E é justamente para protestar e dar visibilidade ao impacto deste retrocesso, que este 30 de agosto está sendo marcado como o Dia Nacional de Mobilização Contra esta que já vem sendo chamada de MP da Sede e da Conta Alta.


Atos estão acontecendo na grande maioria das capitais brasileira. Em Curitiba a concentração teve início às 9h da manhã na Praça Santos Andrade com uma participação bastante expressiva de representantes sindicais, entre eles do SAEMAC, trabalhadores do saneamento e comunidade em geral. Na sequência teve início à caminhada até a Praça Central da Catedral onde foi feito um pronunciamento contrário à referida Medida e a panfletagem com informações extremamente relevantes de forma a alertar a população afinal a água enquanto um bem comum e essencial a vida não pode ser tratada como mercadoria e torna essa luta, não apenas daqueles que trabalham diretamente no setor, mas de todos nós, cidadãos brasileiros.

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