Trabalhadores nos Correios definem pauta e querem 8% de aumento real

Outra categoria numerosa com data-base no segundo semestre, a dos trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, já tem a pauta praticamente definida para iniciar as negociações com a ECT. Entre as várias propostas debatidas, prevaleceu a que inclui reajuste de 6,4% (a título de reposição de perdas dos últimos 12 meses) mais R$ 300 lineares, além de aumento real (acima da inflação) de 8% e 11,3% de reposição de perdas acumuladas desde 1994.

Três propostas de reajuste, formuladas pelas diversas correntes políticas que atuam na categoria, foram discutidas durante reunião do conselho de representantes (Conrep), realizado de 16 a 19 em Luziânia (GO). A categoria, que tem data-base em 1º de agosto, reúne 125.500 trabalhadores, segundo os dados mais recentes.

De acordo com a Fentect, federação nacional dos funcionários na ECT, a pauta de reivindicações deve ser aprovada em assembleias, para entrega nos Correios, quando está previsto um ato de protesto contra perseguições políticas e demissões. A entidade fixou 9 de setembro como "data limite" para as negociações, que começam em 6 e 7 de agosto – e já tem uma assembleia para deflagração de greve no dia 17 daquele mês.
 
A pauta inclui ainda vale-refeição de R$ 40 e vale-cesta de R$ 400. Os valores atuais, conforme o acordo coletivo, são de R$ 28,29 e R$ 158,45, respectivamente.
 
Dos 125 mil empregados nos Correios, 34 mil são de São Paulo, 40 mil têm de 31 a 40 anos e 34 mil, de 41 a 50 anos. Mais de 70% têm ensino superior completo. Em 2013, a empresa distribuiu, em média, 36,5 milhões de objetos por dia. A receita total atingiu R$ 16,7 bilhões, com lucro líquido de R$ 325,3 milhões.

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